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	<title>Vertente &#187; viagem</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>Trancoso: onde gente rica consegue ser brega</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser rico é bom e não tenho a menor dúvida disso. O problema é ganhar dinheiro e perder a noção. Passei o Réveillon em Trancoso, na Bahia. O lugar é lindo, mas virou reduto de pessoas esnobes que sabem como ninguém confundir breguice com sofisticação. Até onde eu entenda praia é propriedade de Deus, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser rico é bom e não tenho a menor dúvida disso. O problema é ganhar dinheiro e perder a noção. Passei o Réveillon em <a href="http://www.trancosobahia.com.br/" target="_blank">Trancoso</a>, na Bahia. O lugar é lindo, mas virou reduto de pessoas esnobes que sabem como ninguém confundir breguice com sofisticação.</p>
<p>Até onde eu entenda praia é propriedade de Deus, mas não em Trancoso, onde pra ficar em certos pedaços de areia &#8220;invadidos&#8221; por barracas chiques é preciso pagar R$150 por uma espreguiçadeira, R$500 por uma mesa com guarda-sol e quatro cadeiras, e R$750 por um bangalô. Esse custo é consumação mínima por pessoa. Claro que o povo bebe champagne na praia. Imagine a retenção de líquido dessa gente naquele calor de 40 graus!</p>
<p>Um garçom do <a href="http://www.tostexpraia.com.br/" target="_blank">Tostex</a> me contou que já viu gastarem R$8 mil em um único dia. Bom pra ele que ganha 10% de comissão mais salário. Mas vamos combinar que é totalmente desnecessário gastar essa grana na Bahia. Pelo amor, pega um avião e vai pra <a href="http://www.st-barths.com/a_cam/index.html" target="_blank">St Barths</a>, né! Armei meu guarda-sol de R$12 comprado no <a href="http://www.extra.com.br/" target="_blank">Extra</a> e estendi a única canga que eu tenho desde 1999. Foi tudo de bom!</p>
<p>A principal festa de Ano Novo custava R$400 pra entrar. Tava lotada, claro. E não tinha nada muito diferente da festa que eu fui e custou R$25. Afinal, lá só toca música eletrônica ruim e nessa época do ano em Trancoso quem não é mineiro, é paulista. Ou seja, era pagar caro pra ver o mesmo tipo de gente que se encontra o ano todo em qualquer balada chata.</p>
<p>Os modelitos femininos eram os melhores. Tapete vermelho pra mulherada com suas carteiras de couro ou cetim e seus vestidos de seda, em camadas ou pontas, até os joelhos ou longos, tomara-que-caia ou frente-única, adornados com jóias e bijuterias reluzentes.</p>
<p>E havaianas nos pés, lógico. Afinal vestido de seda e bolsa de cetim ficam incrivelmente adequados pra a praia com um chinelinho básico. É a <a href="http://www.alpargatas.com.br/" target="_blank">Alpargatas</a> ditando os costumes <em>high class</em> e salvando a falta de estilo da galera.</p>
<p>Enfim, achei tudo muito mais legal depois do dia 04 de janeiro, quando os hippies ressurgiram e foi possível encontrar vários <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rastafarianismo" target="_blank">rastafáris</a> e aquela gente com pinta de &#8220;guru astrológico&#8221;. Mais gringos desembarcaram usando sandálias e bermudas surradas. E os ricos que sobraram são os que têm casa na Bahia, falam bom dia na porta da padaria e levam o cachorro pra passear na praia. As festas ficaram bem mais divertidas e as lojas do Quadrado entraram em liquidação. Aí, sim, Trancoso virou um paraíso.</p>
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		<title>Berlim &#8211; RATM o setlist</title>
		<link>http://www.vertente.blog.br/2008/06/20/berlim-ratm-o-setlist/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 18:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rage Against the Machine]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Morello]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente me perguntou o setlist do show do RATM. Eu não lembro exatamente a ordem das músicas. É tanta adrenalina que a gente fica meio desbaratinado e sem saber o que aconteceu depois. Pelo o que eu andei checando, estou 99% certa . Vejam: Testify Bulls on Parade People of the Sun Bombtrack Know [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente me perguntou o setlist do show do RATM. Eu não lembro exatamente a ordem das músicas. É tanta adrenalina que a gente fica meio desbaratinado e sem saber o que aconteceu depois. Pelo o que eu andei checando, estou 99% certa . Vejam:</p>
<p><span lang="EN-US">Testify<br />
Bulls on Parade<br />
People of the Sun<br />
Bombtrack<br />
Know your Enemy<br />
Bullet in the Head<br />
Clampdown (The Clash &#8211; cover)<br />
Guerilla Radio<br />
Ashes in the Fall<br />
Calm like a Bomb<br />
Sleep Now in the Fire<br />
Wake Up<br />
</span></p>
<p>1o bis:<br />
Freedom<br />
Township Rebellion ( ?? &#8211; não me lembro, mas acho que tocaram sim)<span lang="EN-US"><br />
Killing in the Name</span></p>
<p style="margin-top: 12pt;"><span lang="EN-US">2o bis:<br />
Tire Me<br />
War Within a Breath</span></p>
<p>E aqui um video que achei no Youtube, de Guerrilla Radio. Absolutamente sensacional. Me arrepia&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jSKwNdMmtDc&amp;hl=en" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jSKwNdMmtDc&amp;hl=en"></embed></object></p>
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		<title>Berlim: os últimos dias</title>
		<link>http://www.vertente.blog.br/2008/06/19/berlim-os-ultimos-dias/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 17:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Resolvi ir até Potsdam onde fica o Palácio Sanssouci. Ao contrário do que eu disse antes, esta sim é a versão alemã de Versalhes (mas os franceses são mesmo bem melhores). Pra variar, a saga. Você teoricamente pega o metrô até a estação de Potsdam Hauptbahnhof. Acontece que ao chegar lá não existe qualquer sinal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03623.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-160" title="Sanssouci" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03623-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Resolvi ir até <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdam" target="_blank">Potsdam</a> onde fica o Palácio Sanssouci. Ao contrário do que eu disse antes, esta sim é a versão alemã de Versalhes (mas os franceses são mesmo bem melhores). Pra variar, a saga.  Você teoricamente pega o metrô até a estação de Potsdam Hauptbahnhof.</p>
<p>Acontece que ao chegar lá não existe qualquer sinal de palácio em lugar nenhum. Você finalmente encontra uma placa do outro lado da rua. &#8220;Park Sanssouci 2,5&#8243;. E pensa que o lugar está a alguns quilômetros dali. Mas isso é só até a próxima placa. Aí você começa a querer perguntar pras pessoas pra ter certeza de que está na direção certa. E elas não falam inglês.</p>
<p>- Schloss Sanssouci?</p>
<p>- Ja. Habpshdh hopfen brack folgoldolptham&#8230; blabs.</p>
<p>- Ah, ok. I go straight ahead and then turn right?</p>
<p>- Ja. Habpshdh hopfen brack folgoldolptham&#8230; blabs.</p>
<p>Bem, assim foram 10 dias em Berlim. Perdida que só, andando que nem louca para achar os lugares, mas feliz da vida porque toda vez que entrava na rua errada descobria alguém ou alguma coisa interessante pra observar &#8212;  pra depois ter que andar outra vez que nem camela até chegar ao local que estava originalmente procurando.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sanssouci" target="_blank"> Schloss Sanssouci</a>, residência de verão de Frederico, o Grande, vale pelo jardim mais do que pelo palácio em si, embora sempre seja bacana aprender algo novo sobre como viviam reis e rainhas de diferentes partes do mundo. A cidade de Potsdam é bem pacata, de arquitetura colonial e com aposentados andando de iate pelo canal. Cheia de cafés e restaurantes fofos, as flores já começavam a dar graças pela primavera. Foi um dia agradável e sossegado.</p>
<p>Depois aproveitei meus últimos momentos em Berlim pra comprar bugigangas e voltar aos bairros que mais me encantaram: Mitte, Friedrieschain e Kreuzberg. Restaurantes vegetarianos e cosméticos naturais estão em alta, mas nada como Londres onde tudo que é tendência  tem que obrigatoriamente ser orgânico. Os <a href="http://www.gxonlinestore.org/" target="_blank">fair trade shops</a> também fazem sucesso por aqui. Não são muitos como na terra da rainha Elizabeth, mas já começam a ser hype.</p>
<p>Os cabeleireiros são um passeio à parte. Entrei em um onde metade do salão foi transformado em bar. É cheio de gente descolada, os móveis são ultramodernos e você pode ver e ser visto enquanto espera para dar um tapa no look. Não, eu não tive coragem de arriscar fazerem nada comigo em alemão&#8230;</p>
<p>Fui curtir a loja de livros de outro squat, o <a href="http://www.mehringhof.de/bilder.html" target="_blank">Der MehringHof</a>, que é um centro cultural incrível, com um teatro independente e essa biblioteca, onde até consegui encontrar alguns títulos em outros idiomas. Passei horas ali mais uma vez prestando atenção nas pessoas, nas cores dos cabelos, nas posições dos piercings, nas barras das calças sem barra, etc.</p>
<p>E é isso. Essas foram as minhas férias-relâmpago. As bolhas estão de matar, mas a cabeça volta pra São Paulo em outra sintonia, graças a Deus. Deu um mega mau-humor de ter que voltar. Mas&#8230; Tudo sempre acaba, não é mesmo?</p>
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		<title>Berlim: Stasi, nazis &amp; dogs</title>
		<link>http://www.vertente.blog.br/2008/06/16/berlim-stasi-nazis-dogs/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 21:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[sionismo]]></category>
		<category><![CDATA[sionista]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa tem realmente me irritado: eles odeiam cartao de credito e varias lojas e restaurantes nao aceitam. Ou seja, to sempre contando trocado pra ver se o dinheiro que eu trouxe vai durar ateh o final. Por essa eu nao esperava! Outra coisa eh um pouco desagradavel: sempre que a Turquia joga uma boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa tem realmente me irritado: eles odeiam cartao de credito e varias lojas e restaurantes nao aceitam. Ou seja, to sempre contando trocado pra ver se o dinheiro que eu trouxe vai durar ateh o final. Por essa eu nao esperava!</p>
<p>Outra coisa eh um pouco desagradavel: sempre que a Turquia joga uma boa parte dos alemaes torce contra. Acontece que aqui isso nao eh uma briguinha tipo corinthiano versus sao paulino, e somos todos brasileiros. Essa eh uma briga entre duas culturas que precisam conviver e se aceitar. Bem complicado&#8230;</p>
<p>Caes. Eu simplesmente adoro como cachorros aqui sao educados, apesar da sujeira que deixam pelas ruas (e que os donos nao recolhem). Estava eu outro dia numa tratoria &#8220;almojantando&#8221; e eis que entra um casal com dois (!) labradores, senta na mesa ao lado e janta em companhia canina. Os cachorros nao pulam, nao pedem comida, nao importunam as outras pessoas, nao latem e nao saem do lugar. No minino adestrador aqui deve ganhar uma grana! No metro, alias, eles sao super sossegados. Amei.</p>
<p>Minha jornada neste final de semana teve mais a ver com holocausto e regime sovietico. Visitei a <a href="http://en.stiftung-hsh.de/" target="_blank">Gedenkstatte</a>, uma prisao da Stasi que ainda mantem celas, moveis e acessorios da epoca em que a Uniao Sovietica dominou Berlim oriental.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03560.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-163" title="dsc03560" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03560-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>O que vale mesmo eh a tour de duas horas em que o <a href="http://thereback.blogspot.com/2005/09/visit-to-stasi-prison.html" target="_blank">guia </a>conta varias curiosidades sobre a barbarie cometida pelos comunistas. Inclusive como eles usavam a desculpa de que as prisoes e as torturas precisavam existir porque os presos eram nazistas, quando na verdade eles mantinham ali todo tipo de pessoa que arriscasse ir contra suas politicas.</p>
<p>Apos os anos 60, preocupados com sua imagem internacional, os comandantes da Stasi trocaram a forca fisica pela tortura psicologica. Eles muitas vezes proibiam os presos de sentar na cama durante o dia e os isolavam completamente, sem que pudessem falar com ninguem, nem com os soldados. O silencio, em boa parte do tempo, soh era quebrado com interrogatorios. Caminhar no quarteirao da prisao tambem eh uma aula de historia, jah que varios dos predios ali desativados perteceram a Stasi, servindo como laboratorio quimico, refeitorio, dormitorio de soldados, etc.</p>
<p>Fui tambem a<strong> </strong><a href="http://www.stiftung-bg.de/gums/en/index.htm" target="_blank">Sachsenhausen</a>, um campo de concentracao que foi usado tanto pelos nazistas quanto pelos comunistas. Nunca tinha ido a um desses campos antes e fiquei impressionada. O audio guide traz depoimentos reais de ex-prisoneiros. Ou seja, em cada cela voce escuta alguem contando algo horrivel.</p>
<p>As partes do campo que mais me impressionaram foram os dormitorios, onde vi aquelas beliches medonhas que sempre aparecem em filmes de holocausto, a trincheira onde judeus e outros prisioneiros eram executados a sangue frio e a camara de gas.</p>
<p>O crematorio tambem eh bem bizarro e ha varios tumulos espalhados pelo campo, inclusive em alguns deles soh estao as cinzas humanas que ficaram espalhadas por ali durante anos. Entender as diferencas de como o mesmo lugar foi usado de formas absurdas pelos dois regimes politicos foi interessante e incrivelmente deprimente. A Alemanha viveu tempo demais sob terror e sofreu demais com atraso economico e social por conta disso.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03605.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-164" title="dsc03605" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03605-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Mas descobri o lugar mais legal de Berlim: <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Berlin-Friedrichshain" target="_blank">Friedrichshain</a>. Eh onde ficam todas as pessoas mais &#8220;cool&#8221;, os restaurantes, bares e (pasmem!) roupas mais sensacionais. Conheci o Ralph, vendedor de uma loja de pecas &#8220;vintage&#8221; que mudou de Hamburgo pra Berlim ha tres anos e com ele fui ateh o Raw, um squat gigante, onde estah a rampa de skate e onde rolam festa muito legais, principalmente no <a href="http://www.cassiopeia-berlin.de/" target="_blank">Cassiopeia</a>, um espaco pra eventos e shows dentro do Raw.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03575.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-162" title="Cassiopeia " src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03575-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Tava morta e nao aguentei esperar a rave que iria acontecer ali depois da meia-noite, mas adorei ver a galera, prestar atencao nos looks, reparar que a moda aqui sao franjas coloridas e minissaia por cima do jeans com sapatilha de bico fino, alem de um monte de outras coisas bacanerrimas. Friedrichshain foi o &#8220;must&#8221; do meu final de semana.<a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Berlin-Friedrichshain" target="_blank"><br />
</a></p>
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		<title>Berlim: relax&#8230;. hum, acho que nao</title>
		<link>http://www.vertente.blog.br/2008/06/14/berlim-relax-hum-acho-que-nao/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 23:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[punk]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[balada]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da chuva me preparei toda pra ir a Charlottenburg, a versao alema do Palacio de Versalhes. Eh bem bonito, mas obviamente Versalhes eh insuperavel. De novo, uma questao de logica. Voce chega no museu e deixa a bolsa em um guarda-volumes, mas a garrafa d&#8217;agua em outro. Claro que eu fui embora e esqueci [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03531.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-165" title="dsc03531" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03531-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Apesar da chuva me preparei toda pra ir a <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Schloss_Charlottenburg" target="_blank">Charlottenburg</a>, a versao alema do Palacio de Versalhes.  Eh bem bonito, mas obviamente Versalhes eh insuperavel. De novo, uma questao de logica. Voce chega no museu e deixa a bolsa em um guarda-volumes, mas a garrafa d&#8217;agua em outro. Claro que eu fui embora e esqueci a agua lah. O audio guide vem com instrucao. Ao inves do numero correspondente ficar ao lado de cada obra que sera explicada, aqui voce precisa carregar um papel e ficar procurando o que apertar no guia.</p>
<p>Achei que fosse passar o dia todo ali, mas na verdade depois de quatro horas eu jah tinha visto tudo. Que delicia poder ficar parada pensando o que fazer sem qualquer tipo de preocupacao. Fisicamente acho que esta eh uma das viagens mais cansativas se levar em conta que vim ficar poucos dias. Mas mentalmente nunca foi tao sensacional.</p>
<p>Decidi voltar pra Kreuzberg. No metro um punk tira da mochila um cranio (espero eu que seja de plastico) e fica o caminho todo ateh a estacao de <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Kottbusser_Tor" target="_blank">Kottbusser Tor </a>lustrando a caveira com um paninho preto. Bastante bizarro.</p>
<p>Fiz uma horinha e depois fui ao <a href="http://www.so36.de/" target="_blank">SO 36</a>, uma das casas de show mais tradicionais de Berlim. O lugar estava lotado de punks e moderninhos jah que a atracao da noite foi o <a href="http://www.ea80.net/index2.php" target="_blank">EA 80</a>, uma banda alema &#8220;das antigas&#8221; que lembra um pouco Joy Division com Fugazi e New Model Army. Nao sei definir exatamente&#8230;</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03549.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-166" title="dsc03549" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03549-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>O show foi incrivel e conheci a Bettina, uma taxista de 40 anos com metade do cabelo pink e, que eu contei, nove piercings. Paramos pra tomar um cafe depois do show e nunca isso foi tao esclarecedor na minha vida. Bettina eh uma pessoa de conviccoes fortes. Eh sociologa, super inteligente, mas prefiriu aderir a &#8220;contra-cultura&#8221;, como ela mesma define, por uma questao de principios.</p>
<p>&#8220;Como posso trabalhar de forma social numa Alemanha que, depois da reunificacao, cortou metade da verba pra trabalhos sociais porque a parte ocidental nao precisa mais parecer bacana e se sobrepor ao lado oriental? Aqui soh existiu investimento enquanto existiu a necessidade de propaganda politica. Mas tambem nao poderia ter outro tipo de trabalho que me desrespeitasse como pessoa&#8221;, ela disse.</p>
<p>Porem, aos 40 anos (recem-completados), Bettina comeca a pensar no futuro. &#8220;Eu nao tenho a menor vontade, nunca tive, de chegar ao topo de nada. Mas viver o tempo inteiro &#8220;at the bottom&#8221; tah comecando a encher o saco. Eh muito dificil e realmente preciso tomar algumas decisoes na minha vida&#8221;.</p>
<p>Ou seja, nao importa o lugar do mundo, a tribo, nem as conviccoes. Uma hora todo mundo precisa crescer (se eh que este eh o termo certo). Mesmo num pais como a Alemanha onde o individualismo eh extremamente respeitado e grande parte das pessoas (de todas as idades) tem o cabelo, a tatutagem, o piercing e o rasta que quiser, Bettina paga o preco de ter aberto mao do &#8220;sistema&#8221;.</p>
<p>A velhice ta batendo na porta e com ela uma seria de preocupacoes que Bettina se deu ao luxo de nao precisar ter ateh os 40. Nao, ela nao vai pintar o cabelo de uma cor soh e colocar &#8220;terninho&#8221;. Mas eh bem provavel que a gente ouca falar de Bettina em busca de um emprego mais tradicional, marido, filhos e todas essas coisas pseudo-burguesas que a sociedade tanto joga na cara.</p>
<p>Bem, do cafe fomos pro <a href="http://www.kato-x-berg.de/main.html" target="_blank">Kato</a>, uma balada punk/gotica onde das pessoas se parecem com o vocalista do <a href="http://www.theprodigy.com/" target="_blank">Prodigy,</a> o <a href="http://www.thecure.com/" target="_blank">Robert Smith</a>, do The Cure, ou o Wattie, do <a href="http://www.the-exploited.net/history.htm" target="_blank">Exploited</a>. Me senti nos aureos tempos do Madame Sata, em Sao Paulo, dancando Sisters of Mercy e Dead Kennedys do lado de um cara com uma saia de couro ateh o tornozelo, metade da cabeca raspada e pintada de azul.</p>
<p>Varias pessoas que estavam no show foram para la e acabei conhecendo uma porcao de outros amigos da Bettina. Fiquei sabendo de varios outros enderecos interessantissimos pra visitar em Berlim e lojas onde eu corro serios riscos de fazer estragos financeiros. Foi um dia longo e divertidissimo. E meus pes estao realmente comecando a fazer contagem regressiva&#8230;</p>
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		<title>Berlim: entrando mais no relax</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 22:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Chuva e frio, muito frio. Aproveitei pra ir ao museus Pergamon e Altes. Sao bacanas, nao muito grandes nem complicados de visitar e passear novamente por essa parte historica da cidade eh sempre muito agradavel. Mas nao estava muito no &#8220;mood&#8221;. Ate porque, embora sejam museus importantes, nao trazem as melhores colecoes. Definitivamente Franca, Italia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chuva e frio, muito frio. Aproveitei pra ir ao museus <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pergamon_Museum" target="_blank">Pergamon</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Altes_Museum" target="_blank">Altes</a>. Sao bacanas, nao muito grandes nem complicados de visitar e passear novamente por essa parte historica da cidade eh sempre muito agradavel. Mas nao estava muito no &#8220;mood&#8221;. Ate porque, embora sejam museus importantes, nao trazem as melhores colecoes. Definitivamente Franca, Italia, NY e Londres impressionam bem mais.</p>
<p>Aproveitei pra espiar de novo as lojinhas do Hackescher Markt e da Rosenthaler Strasse. Repito, moda eh igual a Vila Madalena. Mas coisas de brecho aqui sao o maximo. Muito baratas e em perfeito estado. E  coisas de decoracao tambem sao mto legais. Vi, por exemplo, um lustre incrivel feito de garrafa pet amassada. Aqui tb estao na moda as lojas que vendem penduricalhos, pingentes, contas e acessorios pra montar bijuterias. Elas normalmente tem vitrines coloridissimas, chamam super a atencao e dah pra comprar pecas muito bacanas.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03519.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-172" title="dsc03519" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03519-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Bem, reciclagem aqui eh tudo. As sacolas de plastico no supermercado custam entre 20 e 50 centavos. Ou seja, todo mundo vai as compras com a sua propria sacola de pano. Nos bares funciona assim: a cerveja custa, sei lah, 3 euros. E se vc entregar no balcao o copo de plastico ou a garrafa eles te devovem 20 centavos ou dao essa quantia de desconto na proxima bebida.</p>
<p>Nos arredores da Rosenthaler Strasse fica o <a href="http://www.ballhaus.de/index.html" target="_blank">Clarchens Ballhaus</a>, um cabaret dos anos 20 com um jardim tao delicioso que nao resisti sentar ali, tomar um capuccino e tirar umas fotos poeticas das flores a minha volta. Alias, eles nunca tem adocante. Ou talvez eu ate agora nao tenha conseguido explicar o que eu quero. Tenho tomado cafe puro ou com acucar mesmo.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03523.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-171" title="dsc03523" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03523-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Um museu bem ok e que nao leva mais do que meia hora pra ser visitado eh o <a href="http://www.stadtmuseum.de/index3.php?museum=mm" target="_blank">Markishe Museum</a>. Ele conta a historia de Berlim, mostra como a unificacao dos territorios da Prussia impos uma nova necessidade economica e introduziu a industrializacao, como a lampada e a energia eletrica tiveram um papel crucial no desenvolvimento da cidade e como <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Karl_Friedrich_Schinkel" target="_blank">Karl Schinkel </a>comecou a projetar o que ainda hoje caracteriza a tipica arquitetura berlinense.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03525.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-170" title="dsc03525" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03525-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Terminei jantando no <a href="http://www.oxymoron-berlin.de/" target="_blank">Oxymoron</a>, no Hackescher Markt. Um lugar todo bacaninha onde a noite rolam Djs num ritmo meio lounge. Foi legal, mas um pouco &#8220;paulistano&#8221; e mauricinho demais pro meu gosto.</p>
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		<title>Berlim: os grafites</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 09:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[punk]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo virou e gracas a Deus foi soh depois do show. Estes ultimos dias resolvi que iria dar um relax e comecei a sair do hostel um pouco mais tarde. Mas continuei andando um monte. Berlim eh toda grafitada exatamente como Sao Paulo deveria ser. E os squats dao outra cara pra cidade. Squats [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo virou e gracas a Deus foi soh depois do show. Estes ultimos dias resolvi que iria dar um relax e comecei a sair do hostel um pouco mais tarde. Mas continuei andando um monte. Berlim eh toda grafitada exatamente como Sao Paulo deveria ser. E os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Squatting" target="_blank">squats</a> dao outra cara pra cidade.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03356.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-167" title="dsc03356" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03356-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Squats sao predios abandonados normalmente arrematados em leilao publico a preco de banana ou ocupados por ONGs e outros movimentos alternativos que os transformam em centros culturais. O <a href="http://www.koepi137.net/events.htm" target="_blank">Kopi</a>, em Kreuzberg, eh um dos mais famosos e varios punks moram ali. Em <a href="http://www.berlin.de/ba-mitte/" target="_blank">Mitte</a>, que eh a parte historica e chiquezinha da cidade, perto do <a href="http://www.stadtpanoramen.de/berlin/hackescher_markt.html" target="_blank">Hackescher Markt</a> varios cafes e bares ficam numa area grafitada que costumava ser um squat.</p>
<p>Alias varios punks aqui sao mendigos. Eles passam o dia na rua pedindo esmola e a noite colam em algumas baladas, principalmente no proprio Kopi. Mas na quarta fui num lugar em Kreuzberg chamado <a href="http://www.wildatheartberlin.de/" target="_blank">Wild at Heart</a> ver <a href="http://www.thesentiments.com/" target="_blank">Sentiments</a> (Alemanha) e  <a href="http://www.blitzkriegboys.com/" target="_blank">Blitzkrieg Boys</a> (Finlandia) e o esquema eh tipo o CB, em Sao Paulo. Gente moderninha, limpinha e decoracao retro. A cena, pelo que pude perceber, eh bastante parecida com a nossa.</p>
<p>Na quarta visitei ainda a <a href="http://www.berliner-dom.de/" target="_blank">Berliner Dom</a>, uma catedral muito bonita perto da ilha dos museus. Depois caminhei por Prenzlauer Berg, um bairro bacananinha que costumava ficar na parte oriental. Ha varias lojinhas descoladas e cafes gostosos, mas eh preciso andar em zigue-zague para acha-los. Eh onde fica tambem um enorme cemiterio judaico e uma antiga cervejaria que foi transformada numa mescla de mini-shopping com centro cultural, o <a href="http://www.kulturbrauerei-berlin.de/kulturbrauerei/01_home/home.php" target="_blank">Kulturbrauerei</a>.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03211.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-168" title="dsc03211" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03211-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Tambem andei pelo <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Karl-Marx-Allee" target="_blank">Karl-Marx Allee</a>, onde vivam os socialistas. Os predios, restaurados, dao uma ideia de como era a arquitetura tipica da epoca . Vi ainda a<a href="http://de.wikipedia.org/wiki/East_Side_Gallery" target="_blank"> East-Side Gallery,</a> outro pedaco remanescente do muro onde varios artistas do mundo todo pintaram grafites e manifestacoes. Passeei por uma feira de livros na universidade Humbolt e caminhei pelo <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Gendarmenmarkt" target="_blank">Gendarmenmarkt</a>. Ali perto fica a praca onde os nazistas fizeram a primeira queima de livros. Hoje, no lugar, existe um memorial, que eh uma biblioteca subterranea.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03494.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-169" title="dsc03494" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03494-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Depois fui parar em Kreuzberg na Oranienstrasse onde tomei um cafe no Luzia, outro lugar retro meio parecido com o Berlin, em Sao Paulo (olha soh a irnonia), fiz umas comprinhas (ufa!) na loja oficial do <a href="http://www.fcstpauli.com/" target="_blank">St Pauli</a> (um time de futebol de Hamburgo que virou moda aqui), alem de uns CDs e outras bujigangas.</p>
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		<title>Berlim: as memorias historicas e militares</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 19:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, pra variar eu me perco. Me perco mto. Primeiro tento entender pra qual estacao de metro eu tenho que ir. Depois, quando saio dela, fico tentando descobrir pra que lado eu vou jah que a sinalizacao aqui nao eh necessariamente a mais logica. Serio, to impressionada como ninguem aqui vive estressado. Pelo menos eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03282.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-176" title="dsc03282" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03282-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Ok, pra variar eu me perco. Me perco mto. Primeiro tento entender pra qual estacao de metro eu tenho que ir. Depois, quando saio dela, fico tentando descobrir pra que lado eu vou jah que a sinalizacao aqui nao eh necessariamente a mais logica.</p>
<p>Serio, to impressionada como ninguem aqui vive estressado. Pelo menos eu ateh agora nao peguei um metro cheio, nem com aquelas pessoas desesperadas, como rola em Londres ou NY.</p>
<p>Bem, andei que nem doente de novo. Passei pelo <a href="http://www.berlin.de/tourismus/sehenswuerdigkeiten.en/00016.html" target="_blank">Palacio de Bellevue</a>, onde vive a presidente, desci ateh a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Siegess%C3%A4ule" target="_blank">Victoria Column</a> (aquele monumento com o anjo) e andei ateh o <a href="http://monumentos.vilabol.uol.com.br/portaodebrandenburgo.html" target="_blank">Portao de Brandenburgo</a>, que eh um dos locais mais historicos de Berlim. Eu amo o tanto que esta cidade eh cercada de parques.  De lah, fiquei meia hora na fila pra entrar no <a href="http://www.bundestag.de/" target="_blank">Reichstag</a>, que eh o Parlamento alemao. Dentro nem tem nada demais, mas eu curto pisar nos mesmos lugares que as figuras historicas. A Praca da Republica, obvio, coloca Brasilia no chinelo e eh mto mais moderna.</p>
<p>Engracado, tem umas coisas mto bacanas aqui. Moveis incriveis, quadros sensacionais e tdo o que eu gosto, conforme dita a tradicao, eh caro pra chuchu. Mas as roupas e os acessorios sao bem simples. As coisas &#8220;descoladas&#8221; nao me fazem sentir tremores, entao eu nem to tao avida por comprar coisas. Ateh porque pra pagar tres vezes mais por algo que eu posso encontrar na Vila Madalena ou na Galeria Ouro Fino nao dah. Prefiro pagar em real mesmo e em vezes. Isso, tirando as coisas punks que eu soh acho aqui, neh? Claro!</p>
<p>Minhas emocoes afloraram assim que eu desemboquei no <a href="http://www.mauermuseum.de/" target="_blank">Checkpoint Charlie</a>, que costumava ser a fronteira entre Berlim ocidental e oriental. O museu eh incrivel, traz fotos e aparatos reais das pessoas que tentavam escapar do lado oriental, os protestos todos que rolaram, as visitas presidenciais e as discussoes politicas. Eh de arrepiar. Foi mto, mas mto animal mesmo.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03330.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-177" title="dsc03330" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03330-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Andando tb fui ao <a href="http://www.topographie.de/en/index.htm" target="_blank">Topography of Terror</a>, uma exposicao, tambem de fotos reais, de todo o regime de Hitler, com cartas enviadas pela Gestapo a familias de pessoas que foram mortas, alegando medidas de &#8220;defesa pelo bem do povo alemao&#8221;, fotos de presos politicos que tambem perderam suas vidas, alem de imagens fortes de execucoes e humiliacoes publicas. O mais legal eh que a exposicao fica no lugar onde havia os predios da SS e da Gestapo. Muiiiiito legal!! E ainda existe ali um pedaco do muro em peh. Passei o tempo todo extasiada junto com um casal de Barcelona, que acompanhou a visita comigo discutindo os ocorridos da Segunda Guerra.</p>
<p>O louco eh que a cidade eh tao diferente e tranquila que eh mto surreal imaginar que todas essas coisas realmente rolaram. Eles precisam, sim, manter essa memoria viva porque as novas geracoes simplesmente nao devem conseguir ter muita conexao com esse momento da Alemanha.</p>
<p>Terminei o dia &#8220;almojantando&#8221; na <a href="http://www.potsdamer-platz.net/" target="_blank">Potsdamer Platz</a> que era o lugar mais perto dali. Comi Thai noodles, mas culinaria nao eh algo que os alemaes facam mto bem.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03225.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-178" title="dsc03225" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03225-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Entre outras coisas que venho percebendo eh, alem da simpatia (eles sao todos mto gente boa), que a maioria compra e enrola fumo no lugar de aderir aos cigarros de marca e que, de fato, o jeito de ser eh mto low profile. Talvez por isso moda nao seja lah um ponto mto forte, apesar de haver diversos estilistas de renome internacional.</p>
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		<title>Berlim: chegando num domingo</title>
		<link>http://www.vertente.blog.br/2008/06/09/berlim-chegando-num-domingo/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 22:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Desci na Espanha para fazer conexao e tudo na minha vida jah comecou a ficar diferente. O voo Madrid-Berlin era lotado de velhinhos indo passar um final de semana germanico. Lembrei que umas coisas que mais adoro na Europa eh o quanto as pessoas tem uma velhice incrivelmente mais saudavel e divertida. A senhorinha que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc031962.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-179" title="dsc031962" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc031962-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Desci na Espanha para fazer conexao e tudo na minha vida jah comecou a ficar diferente. O voo Madrid-Berlin era lotado de velhinhos indo passar um final de semana germanico. Lembrei que umas coisas que mais adoro na Europa eh o quanto as pessoas tem uma velhice incrivelmente mais saudavel e divertida. A senhorinha que veio sentada do meu lado, viuva, toda cheia de si, arrumou uma paquera na esteira de bagagem no aeroporto de Tegel, em Berlim. O conquistador nao levou lah muita atencao, mas bem que ela ganhou o dia.</p>
<p>Bem, eu choro, ta? Chorei na <a href="http://www.tour-eiffel.fr/teiffel/uk/ " target="_blank">Torre Eifel</a>, nas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Giza " target="_blank">piramides do Egito</a>, em <a href="http://www.jejueco.com/" target="_blank">Jeju Island</a> (quando subi quilometros numa montanha pra ver um buda cravado na pedra) e na <a href="http://www.azlyrics.com/lyrics/ramones/53rd3rd.html" target="_blank">53rd and 3rd</a>. Chorei, sim, ao por pes em <a href="http://www.visitberlin.de" target="_blank">Berlim</a>. Sempre tive vontade de conhecer pela Segunda Guerra, o design, os descolados e os punks.</p>
<p>Arrumei um <a href="http://www.inn-berlin.de" target="_blank">hostel </a>em Wedding, um bairro que esta a caminho de se tornar tendencia. Varios &#8220;maluquinhos&#8221;, muito turco e croata. Totalmente residencial, o hostel fica no primeiro andar de um predio de apartamentos. Baraterrimo, limpo e fofissimo, com pinturas de temas aquaticos por todos os lados e moveis da Ikea. A noite rola um &#8220;get together&#8221; com outros hospedes na cozinha.</p>
<p>Domingo tudo fecha. Ou seja, soh me restou andar que nem louca pela cidade pra me ambientar. De fora eu consegui ver praticamente varios dos principais pontos turisticos.  Bem, quando cheguei no metro me toquei que nunca antes tinha viajado sozinha pra um pais onde nao entendo absolutamente nada.</p>
<p>Comprar o ticket do metro foi bizarro e, pior, ainda nao entendi onde e nem quantas vezes eu preciso validar ele por dia. Ou seja, podia estar pegando metro sem pagar nada. E vou falar que jah andei me perdendo, pra decorar esses nomes de rua que terminam em &#8220;burger&#8221;, &#8220;berger&#8221;, &#8220;hopfen&#8221; eh um deus nos acuda e esse povo aqui nao fala muito ingles nao. Sao todos muito simpaticos e afim de ajudar, mas chega uma hora que nego aponta e eu vou, porque dialogar eh simplesmente impossivel.</p>
<p>Caminhei pela beira do rio proximo a ilha dos museus, fui na <a href="http://www.alexanderplatz.com" target="_blank">Alexander Platz</a>, dei um role na Oranienburger Strasse (onde almocei um queijo cammembert empanado delicioso no Cafe Oranien). Entrei na <a href="http://www.aviewoncities.com/berlin/neuesynagogue.htm " target="_blank">Neue Synagogue</a> que por fora eh linda, mas por dentro nao tem nada de mais. Caminhei pela Rosenthaler Strasse, vi bares e restaurantes incriveis, espiei o Hackescher Markt e fui, fui, fui.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03187.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-180" title="dsc03187" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03187-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A <a href="http://www.potsdamerplatz.de" target="_blank">Postdamer Platz</a> eh suntuosa, mas achei que o Sony Center fosse mais high tech do que eh. Realmente eh um icone da arquitetura moderna alema que tao bem contrasta com os predios historicos e monumentos. Alias, Berlim eh uma das cidades mais&#8221;verdes&#8221; que eu jah vi. Sensacional.</p>
<p>O calor tah um inferno. Todo mundo de bike, tomando sol na beira do rio e nos parques (ha quem ande por ai soh de biquini), e realmente eles sao todos lindos. Passo o dia encantada com a beleza natural das pessoas.</p>
<p>Terminei a tarde vendo a <a href="http://www.berliner-philharmoniker.de/de/philharmoniker/" target="_blank">Filarmonica de Berlim</a>. O predio eh maravilhoso, por dentro eh coloridissimo, chiquerrimo e a sala de concertos lembra um pouco o conceito de acustica da Sala Sao Paulo. Nao era o corpo principal da orquestra, mas era com Simon Rattle &#8212;  eximio e famoso por seus movimentos corporais dramaticos. Ve-lo eh ter certeza de que um maestro faz toda diferenca. Mas o mais legal mesmo foi  povo chegando de bicicleta na boa. E tava cheio, bem cheio.</p>
<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03240.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-181" title="dsc03240" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/dsc03240-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Ah, teve Alemanha 2 x 0 contra a Polonia pela <a href="http://blog.hsw.uol.com.br/eurocopa/" target="_blank">Eurocopa</a>. Eles estavam animados, mas nada que se compare as nossas torcidas. Como a Alemanha eh favorita, quem sabe na final a coisa realmente esquenta. Tah bom, eu preciso baixar as fotos. Jah sao muitas! E a fofa aqui fez questao de vir desconectada (sem celular, nem laptop&#8230; nada!). To tremendo! Mas resistirei. Entao, quando rolar um tempinho coloco algumas aqui e o resto no Flickr.</p>
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