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	<title>Vertente &#187; Traição</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>Quando a outra é um anjo na sua vida</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 1970 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi um início conturbado, ambos tinham acabado de se separar e carregavam ainda o peso de seus ex-relacionamentos. Existia muito despreparo, imaturidade e dúvida. Oito meses depois veio a descoberta de que ele estava com outra, do trabalho dele. Naquela época, meus rígidos padrões e minha arrogância precisaram ser revistos. Afinal, eu achava que só se traía quando a &#8220;oficial&#8221; era uma bruxa. Sim, as coisas estavam ruins, mas vi que não se justifica a falta de coragem de encará-las e resolvê-las. Mas eu migrei de um padrão pra outro. Se eu não era uma bruxa, ela era uma vaca. Xinguei, esperniei, quis que ele pagasse pelas mentiras, por todas as vezes que me fez de boba e deixou de me assumir. Nos separamos. Entretanto, me senti co-responsável por tudo aquilo. Era mesmo um desafio passar pelas nossas dificuldades e eu, bem lá no fundo, sabia disso. Não conseguia achar que ele era um cafajeste. Afinal, ele tinha ficado seis meses com a mesma garota. Foi uma paixão. Era, de certa forma, plausível que ele tivesse ido buscar um escape e que, por conta disso, tivesse decidido de uma vez por todas que era comigo que ele queria ficar. Eu o amava. Putz, é claro que nunca fiz tudo certo! Voltamos. Mas perdoar uma traição daquelas era algo que também não fazia dos meus scripts até então. Mais uma vez meus rígidos padrões me fizeram passar alguns anos tentando conseguir algo que, em princípio, eu enxergava como fraqueza. Ficamos mais quatro anos indo e voltando. Eu fuçei, ah eu fuçei muito. Seria tão mais fácil se ele cometesse outro erro! Nada, nunca encontrei nada. E também era possível que nós não déssemos certo porque eu, de fato, nunca tinha voltado plenamente, nunca mais tinha me entregue 100% e nunca mais tinha assumido aquela relação pra valer. Fiz terapia, melhorei muito como pessoa. Aprendi a ter mais humildade, mais noção das minhas limitações. Pude perceber melhor minhas atitudes, entender melhor minhas aspirações. Hoje sou completamente diferente. Sou muito mais madura, mais convicta. Estou muito mais feliz comigo mesma. Achava que se déssemos um tempo poderíamos retomar as coisas de uma outra forma. Fizemos isso meio a contragosto dele, que continuou me procurando e insistindo. Fiquei com outra pessoa, fiquei bem, mas decidi, sim, dar outra chance. Aí foi ele quem terminou com a namorada pra voltar comigo. Faltava mesmo eu fazer a minha parte. Meu Deus, eu tinha que compreender tudo o que eu sentia! Isso tinha que se resolver. Ele estava ótimo. Fez tudo que eu queria que ele tivesse feito e eu quis merecer cada uma daquelas atitudes. Eu sabia que ele estava diferente, estava ali plenamente. Dei o meu melhor. Evoluí, me entreguei. E ganhei de presente a minha libertação. Entendi finalmente que resiliência é humildade e que quando temos a melhor das intenções o universo realmente conspira a nosso favor (e eu não tive que ler &#8220;<a href="http://www.vertente.blog.br/wp-admin/www.leidaatracao.com.br">O Segredo</a>&#8220;). Ele tem uma banda. Foi fazer uma turnê de um mês pela Europa. Ele estava na Finlândia quando cometeu a maior burrice de sua vida. Eu entendo. Também acho que se eu fosse pra Finlândia teria curiosidade de saber como é ficar com um finlandês. Já sei que homens pensam diferente das mulheres e que separam sexo do amor. Nossa, eu estou longe de achar que seremos fiéis a vida toda. Entendo que todos ali estivessem alvoroçados e se achando a última cocada do planeta. É natural que essa sensação de poder surja depois de fazer um show incrível, num lugar incrível. Rolam as festinhas&#8230; (adendo: outras pessoas corroboram a versão de que ele nunca tinha ficado com ninguém nessas viagens e olha que elas poderiam ter me dito o contrário, sem nenhum interesse nem comigo nem com ele). Mas, queridos leitores do sexo masculino, hoje em dia pouco importa se vocês não ligarem pra fofa no dia seguinte. Pouco importa se vocês derem aquele endereço de e-mail que vocês nunca usam. Pouco importa se as coisas rolarem na China, na Índia ou na festa da firrrma. O <a href="http://www.google.com">Google</a> é o &#8220;grande irmão&#8221;. Existe blog, fotolog, e-mail. Celular&#8230; Ah, vocês sempre se esquecem do celular. E ele esqueceu que eu tinha a chave da casa dele. Fui lá buscar umas coisas. Tinha ficado de mandar uma mensagem pelo <a href="http://www.yahoogroups.com">Yahoo Groups</a> em nome da banda. Ela foi no site, pegou o e-mail dele e copiou o endereço na mensagem que ela mandou pro <a href="http://www.hotmail.com">Hotmail</a> (que ele nunca usava). Eu mudei. Eu sei que ela não é uma vaca e eu, uma bruxa. Falamos numa boa. Fui muito, mas muito educada. Ela foi honesta. Estava enraivecida de ter sido feita de boba. E só uma outra mulher traída pra não cair assim, tão facilmente, nas lorotas do indivíduo. Ela foi uma graça de pessoa comigo. Apenas encaminhei a ele o meu diálogo com ela &#8212; que o <a href="http://www.googlemail.com">Gmail</a> registrou tão bem. Ele entrou em desespero. Na tentativa de me convencer a perdoá-lo (de novo), acabou respondendo pra ela e se deu mal, muito mal. Todo o meu silêncio apenas abriu espaço pra que ela dissesse a ele tudo que eu provavelmente teria dito. Ela foi o meu anjo. Hoje eu me eximo de toda a culpa e todas as dúvidas que eu tive esses anos todos. Nunca me senti tão bem de saber que o meu (ex)namorado dormiu com outra. E nem sinto gosto de vingança ou vitória. Não tenho raiva. Acho que ele foi burro mesmo. Mas as pessoas aprendem suas lições e quem decide isso não sou eu, mas a vida. Eu já tive meus aprendizados, minhas mudanças. E ele terá os dele&#8230; como isso vai acontecer cabe apenas aos anjos que ele encontrará ao longo de sua jornada. Sinto pelo sofrimento de agora e pelo ato impensado. Mas encerrei o meu ciclo. E nunca na vida alguém me deixaria de auto-estima tão alta. As duas garotas com as quais ele me traiu são lindas, inteligentes e bacanas. E se ainda assim é comigo que ele gostaria de ficar&#8230; Pô, eu sou foda! Eu estou me sentindo foda! Passei, sim, pela fase da tristeza, depois da raiva, da clareza. Realmente espero que ele fique bem, encontre seu caminho. Sabe, pra quem tinha padrões tão rígidos, aprendi a aceitar as vertentes. Ele sempre será a pessoa mais importante da minha vida, aquela que me transformou, me deu a oportunidade de crescer de verdade. Desejo isso a todos neste mundo, sério mesmo. E desejo muito que as mulheres voltem a se valorizar. Se fizermos isso, daremos à era moderna um novo enfoque. Tudo é re-al-men-te uma oportunidade. Ah! Pra quem se preocupou tanto em me mandar e-mail pra saber porque eu estava &#8220;committed&#8221; no <a href="http://www.orkut.com">Orkut</a>&#8230; Vão cuidar das suas vidas!</p>
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		<title>Namoro no Second Life é traição?</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jun 2007 00:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Traição]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia meu avatar foi pedido em namoro no Second Life. Eram só 10h de sexta-feira e eu havia conectado para uma pesquisa profissional, quando um &#8220;moço&#8221; se aproximou e quis dar início a um relacionamento. Assim como na vida real aquilo era só uma cantada barata para ele fazer sexo enquanto matava trabalho. Aí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia meu avatar foi pedido em namoro no <a href="http://www.secondlife.com">Second Lif</a>e. Eram só 10h de sexta-feira e eu havia conectado para uma pesquisa profissional, quando um &#8220;moço&#8221; se aproximou e quis dar início a um relacionamento. Assim como na vida real aquilo era só uma cantada barata para ele fazer sexo enquanto matava trabalho. Aí me veio a seguinte questão: namorar no Second Life é trair na vida real? Será que aquele rapaz &#8212; que usava o computador da empresa e as horas pagas com salário para &#8220;escapulir&#8221; virtualmente &#8212; tinha namorada? Num mundo paranóico e esquizofrênico como o nosso, será que existe avatar &#8220;<a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG56953-5990,00.html">Giulia Gam</a>&#8221; perseguindo os outros no universo 3D? Foi quando lembrei de um texto escrito pelas queridas &#8220;amigas&#8221; AP e DM do <a href="http://somostodasumasvacas.blogspot.com/">Somos Todas Umas Vacas</a>. Absolutamente todos os comentaristas daquele post já estiveram em um triângulo amoroso. Ou seja, tem muita gente traindo, sendo traído e se permitindo rechear esse &#8220;sanduíche&#8221;. Recentemente estava num evento e eis que um homem bonitão, com uma baita aliança de noivado, diz pra garota:<br />- Então, não tenho seu celular ainda.<br />- Ah, anota aí. Anota, mas liga. Por que você não me chama pra sair hoje?<br />E eles saíram. Difícil entender por que motivo alguém trai antes mesmo de chegar ao altar. Afinal, se pediu em casamento teoricamente é porque a relação vale a pena, existe amor e há vontade de construir uma vida em conjunto. Aí cheguei à conclusão de que simplesmente ninguém é de ninguém hoje em dia. O problema é que isso é um contrasenso num mundo onde milhares de blogs falam de amor, há livros e livros de auto-ajuda pra quem procura o &#8220;par perfeito&#8221; e 99% das pessoas parecem querer alguém &#8220;de verdade&#8221;. Há pouco tempo um alto executivo de uma grande empresa me disse: &#8220;A humanidade está cansada, deprimida&#8221;. Cada dia mais aumenta o número de gente que reclama que só vive pro trabalho, engole sapo e nunca recebe o reconhecimento merecido, não consegue lidar com o estresse, envelheceu demais nos últimos cinco anos, tem dificuldade de engravidar com medo de não poder conciliar profissão e vida pessoal. Talvez por isso as pessoas estejam sem a menor paciência de ainda voltar pra casa e se esforçar por aqueles que julgam amar. E em qualquer sinal de dificuldade, desentendimento ou frustração &#8212; como se pudéssemos algum dia ser perfeitos e superar expectativas o tempo todo &#8212; elas saem por aí tentando encontrar fantasias, sensações avassaladoras e escapismos. Essas paixões de cinema que terminam em mais mágoas, mais problemas e mais decepções. Ou se tornam relações doentias que só se sustentam pelo medo da solidão. Mas mais solidão do que sexo com um &#8220;boneco&#8221; às 10h da manhã eu desconheço. O pior é que as fantasias deste mundo já não andam mais suficientes. Aonde isso tudo vai parar?</p>
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		<title>Trair ficou ainda mais fácil</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2007 19:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Confiança]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana a <a href="www.reuters.com">Reuters</a> publicou uma notícia sobre uma empresa chamada <a href="http://www.alibinetwork.com">Alibi Networks</a>. Basicamente eles inventam, criam e fornecem desculpas e álibis para quem precisa se justificar por aí. Segundo a matéria, &#8220;o serviço inclui um número virtual de telefone para um hotel, com atendimento 24 horas, reservas falsas de passagens aéreas, com tíquetes eletrônicos, reservas de hotéis e detalhes sobre uma suposta conferência. Por uma taxa anual, a empresa envia um convite para uma conferência de vendas ou show de rock, faz telefonemas sobre emergências de trabalho ou fornece reservas simuladas para quem precisa ficar fora no fim de semana.&#8221; Por enquanto os norte-americanos lideram a lista, mas pessoas de mais de 150 países procuram a companhia, que pretende abrir mais três escritórios para atuar em diversos idiomas. Ou seja, as relações humanas já andam cada vez mais difíceis. A falta de respeito e o egoísmo imperam num mundo onde as pessoas não sabem o que querem, nem para onde ir. Homens e mulheres tentam incansavelmente entender uns aos outros. Ter um bom relacionamento com alguém é coisa rara, já que hoje em dia é duro achar quem banque alguma coisa. Manter um bom relacionamento, então, é uma arte que requer esforço, dedicação, compreensão, conversa e algo crucial: confiança. Só que mais uma vez nós tentamos quebrar todos os vínculos da pior maneira. Tenho dó dos neuróticos, que ganharam mais um motivo para enlouquecer.</p>
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