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	<title>Vertente &#187; receio</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>O mundo tá muito louco!</title>
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		<pubDate>Thu, 31 May 2007 02:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe, eu toda hora ouço essa frase. Vira e mexe alguém diz que as pessoas perderam a noção, onde o mundo vai parar, o egoísmo anda exacerbado, etc. Isso me lembra quando eu era criança e os mais velhos tinham essa visão do mundo. Hoje me sinto um deles. Eu realmente não entendo muito bem as pessoas. E as pessoas definitivamente me entendem muito pouco também. Mas entendo que, quanto mais envelhecemos e amadurecemos, mais duros e impenetráveis ficamos. Acho que o mais difícil pra mim, hoje, é encarar a responsabilidade sobre a minha própria vida. Durante 31 anos dei aos outros o poder de me fazer feliz ou triste, bonita ou feia, inteligente ou burra, brega ou descolada. Hoje eu entendo que tudo na minha vida é consequência do meu próprio ser. É pesado. Às vezes cansa. Naqueles momentos em que o universo me cobra resiliência eu penso: &#8220;Mas ninguém vai passar a mão na MINHA cabeça?&#8221; Não, não vai. Ao mesmo tempo, saber que SÓ EU tenho as rédeas das coisas é muito bom. É uma sensação de estabilidade e segurança que nenhum outro ser humano pode nos proporcionar. Mas talvez aí a gente esteja errando a mão e confundindo essa constante busca por individualismo com egoísmo. Será? Será que isso nos dá uma noção errada de poder, de narcisismo, e aí a gente fica obssessivamente tentando manter o controle sobre todas as coisas quando também há um montão de coisas no mundo que gente simplesmente não tem poder pra mudar? Não sei. Queria ter várias respostas. Fuçando na bagunça dos meus livros encontrei &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=758638&amp;sid=016225147784533048961153&amp;k5=13B035BD&amp;uid=">Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos</a>&#8220;. Ele fala do quanto estamos tratando nossas relações como se fossem bens de consumo, com necessidades imediatistas construídas sobre inseguranças e medos. Pode ser que as mudanças do mundo globalizado e moderno estejam mesmo interferindo em nossa maneira de interagir. Ao mesmo tempo em que temos pavor de vivenciar o amor por alguém, e a perda dessa tal liberdade que mal conseguimos definir ou entender, nunca houve tanta necessidade por se relacionar. Daí, então, o sucesso das comunidades online? Que nos dão, de certa forma, poder de controlar nossas interações com cliques? Esta semana decidi comprar &#8220;<a href="https://www.vitalfriends.com/roles.aspx">Vital Friends: The People You Can&#8217;t Afford to Live Without</a>&#8220;. Ele basicamente faz com que você divida seus amigos em oito categorias para enteder qual é o real valor agregado das suas relações, principalmente em ambiente de trabalho. Seus amigos podem estar (em tradução livre) entre: motivadores (builders), companheiros (companions), influentes (connectors), colaboradores (collaborators), pra cima (energizers), expansores (mind openers), orientadores (navigators) e vitoriosos (champions). Não, não acho que a gente tenha que inventar fórmulas pros amigos. Mas até por uma questão de auto-preservação, fazer esse exercício de compreender o que é que nos conecta a determinadas pessoas pode nos ajudar a lidar melhor com os laços que nos esforçamos pra manter todos os dias. A busca por respostas é incessante. Sei lá, andei trocando a palavra medo pela palavra receio. Acredito que receios são mais fáceis de vencer do que medos. E tô arriscando. Metendo as caras. De alguma forma creio que o universo vai entender a minha mensagem. E você? O que você anda fazendo?<br />P.S &#8211; O <a href="http://mel-melica.blogspot.com/">Blog da Mélica </a>é uma dica pra quem busca um pouco de otimismo.</p>
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