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	<title>Vertente &#187; Inter</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>O misterioso amor dos homens pelo futebol</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2007 21:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_AUT4_kvOFUU/Ri00p-nM5sI/AAAAAAAAADM/UwoFzQslKNQ/s1600-h/bola.gif"><img style="cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_AUT4_kvOFUU/Ri00p-nM5sI/AAAAAAAAADM/UwoFzQslKNQ/s320/bola.gif" border="0" /></a><br />A <a href="www.internacional.com.br">colorada</a> autora do blog <a href="http://somostodasumasvacas.blogspot.com/">Somos Todas Umas Vacas</a> (que encontrei recentemente nas minhas andanças pelo <a href="http://www.mybloglog.com">MyBloLog</a>) compartilha de sentimentos futebolísticos muito parecidos com os desta <a href="www.corinthians.com.br">corintiana</a> que vos escreve. Assim como ela, também me deixei contagiar pela &#8220;euforia bovina masculina” e vou ao estádio sempre que possível, falo mais palavrão que o tiozinho com o radinho de pilha na orelha e não me incomodo de ver todas as mesas-redondas de domingo (sério, tenho até testemunhas a meu favor). Detesto futebol feminino (e assumo todo meu machismo) e também tenho meus times favoritos fora do Brasil (<a href="www.valenciacf.es">Valencia</a>, <a href="http://www.arsenal.com/index.asp">Arsenal</a>, <a href="http://www.inter.it/">Inter de Milão</a> e <a href="http://www.tsv1860.de/">TSV 1860 Munchen</a> – este em homenagem a um alemão engraçadíssimo que conheci aqui em São Paulo). Ainda assim, por mais que “vacas agora dividam com bovinos de igual para igual, mas de um jeito femininamente peculiar todo o tipo de emoções proporcionadas pelo esporte bretão”, acho que a relação dos homens com o futebol nunca estará 100% disponível para a compreensão feminina. Porque a gente curte. Mas não dá pra ir ao estádio, ouvir o rádio no caminho de volta pra casa, ver o VT, assistir aos melhores momentos, acompanhar as mesas-redondas, ouvir o rádio na segunda de manhã e ainda ler o caderno de Esporte no trabalho. Isso sem contar as piadas que não duram só o dia da vitória, duram décadas. E não basta encontrar pra xingar, tem que mandar torpedo, messenger, telefonar no meio daquele jantar de família ou berrar pela janela do apartamento pro palmeirense do prédio da frente. Eu tenho um amigo que simplesmente proibi de ver jogo em casa. Não me arrisco mais a pagar multa pelo escândalo que ele costuma fazer na varanda! Ah, a enciclopédica maneira de ser! Aquele jogo de 1918? Então, eles sabem até quem era reserva. Muito irritante! Fora a falta de criatividade na hora de se cumprimentar. Não dá pra simplesmente dizer “Oi, tudo bem, e aí?” É o tradicional: “Teu time é uma vergonha, chupa aquele 4 x 1, vai pintar o Morumbi de rosinha?” Se você for esperta, quando casar tenha uma poupança pra todas as operações de joelho que seu marido fará ao longo da vida, porque futebol também é uma espécie de autoflagelo semanal. Também tenha muita amizade com o moço da farmácia mais próxima, porque é você que vai agüentar todas as lamúrias das dores musculares desse único dia em que ele resolve compensar o sedentarismo crônico. Se ele não tatuar o símbolo do time, já se dê por muito satisfeita. E agradeça muito aos céus se ele não for <span style="font-style:italic;">freaky</span>, desses que só assistem ao jogo com a camisa ao contrário, ou com aquele shortinho estilo <a href="www.sambafoot.com/pt/jogadores/373_Socrates.html ">Sócrates</a>, ou beijando santinho, ou que não deixam você respirar porque é a SUA respiração que ultrapassa a televisão e faz o time errar o gol. É isso. A gente nunca vai entender esse amor enlouquecido. Nunca vai poder competir com o brasão, esteja ele do lado direito, esquerdo ou no meio daquela camisa puída que a faxineira xinga quando tem que lavar. Mas ok. Porque eles não entendem um milhão de outras coisas nossas. E ainda bem!!!</p>
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