<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Vertente &#187; Balzaquianas</title>
	<atom:link href="http://www.vertente.blog.br/category/balzaquianas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.vertente.blog.br</link>
	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Mar 2010 22:29:59 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>AI, AI&#8230; NÓS MULHERES&#8230;</title>
		<link>http://www.vertente.blog.br/2007/01/30/ai-ai-nos-mulheres/</link>
		<comments>http://www.vertente.blog.br/2007/01/30/ai-ai-nos-mulheres/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 02:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Balzaquianas]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie]]></category>
		<category><![CDATA[Cosmopolitan]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Sex and the City]]></category>
		<category><![CDATA[Solteiras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://neylwalecki.wordpress.com/2007/01/30/ai-ai-nos-mulheres/</guid>
		<description><![CDATA[Havia quase 11 anos que eu não ficava realmente solteira. Tá, eram alguns meses aqui, outros ali. Mas nada que me incluísse de fato no mundo das balzaquianas. Ouvia as histórias, achava que sabia dar conselhos ótimos às amigas. Afinal, depois de um casamento de quase seis anos e um namoro de quatro anos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Havia quase 11 anos que eu não ficava realmente solteira. Tá, eram alguns meses aqui, outros ali. Mas nada que me incluísse de fato no mundo das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Honoré_de_Balzac">balzaquianas</a>. Ouvia as histórias, achava que sabia dar conselhos ótimos às amigas. Afinal, depois de um casamento de quase seis anos e um namoro de quatro anos e meio eu achava que tivesse aprendido muita coisa. Ledo engano. Confesso que tô perdidinha. Vamos aos “causos”.<br />Lá atrás, quando me separei pela primeira vez, conheci um rapaz ótimo, gente boa e absolutamente apaixonado. Fã de rock, o que, na minha vida, é 60% do que eu busco no par ideal. Mas, não, não era ele. A desculpa? “Acabei de me separar e por isso não estou preparada para ter alguém neste momento”. Quanta bobagem! Passados cinco meses e eu estava completamente louca por outro cara. Esse aí com quem eu namorei os tais quatro anos e meio. Outro dia uma amiga me contou a história do túnel. É, ela estava saindo com um “tudo de bom” há meses até que um dia ele telefonou do celular convidando-a para um “date”. E disse: “Então, tô entrando no túnel e a ligação vai cair. Te ligo depois”. Acho que faz mais de um ano que ele nunca mais apareceu. Aí, me pergunto: será que não era melhor o cidadão arrumar qualquer desculpa? Ou ele acha bonito sumir, assim, na covardia mesmo? Foi nessa hora que me toquei que a tradicional frase “o problema não é você, sou eu” é tão covarde quanto simplesmente desaparecer. SIM, o problema é VOCÊ. Eu não quero nada com VOCÊ. Não sou apaixonada por VOCÊ. Não quero namorar VOCÊ. É, VOCÊ, sim. Porque a hora em que aparecer a próxima paixonite da minha vida eu estarei saltitante e dane-se se eu me separei há cinco dias ou 50 anos. E dane-se de quem é o problema. Quem quer, dá um jeito. E, é, isso mesmo. É VOCÊ que está no lugar errado, na hora errada. Certo?  Tudo errado. Porque tentei fazer isso uma outra vez. O moço me olhou com um olhar de ódio tão grande que fui me benzer depois. Ou seja, quando a gente tenta ser digna – a ponto de não entrar no túnel, mas falar a verdade – saímos com fama de “bruxa má” (ok, já levei tanto esse apelido que não estou triste. É apenas uma constatação). Portanto, vamos dizer “nossa, queria tanto estar aberta para você” ou “ por favor não me odeie, mas não estou num bom momento” até aparecer alguém melhor e um túnel daqueles bemmmm longos. Devo, dizer, então, que o pior é quando você ainda não tá afim de “dar um despiste” na pessoa e mesmo assim não quer nada com ela. Por que os homens não levantam a mão para os céus quando a fofa não tá nem aí? Ahhhhhh! Porque ninguém quer levar o fora, todo mundo quer dar o fora! Ou seja, você assusta se quiser namorar e assusta se não quiser namorar. Entendeu? E dizem que as mulheres são complicadas. Papo vai, papo vem, e nove em cada dez solteiras na faixa dos 30 querem casar. Hum&#8230;. Desconfio. Como diria meu querido <a href="http://www.en.wikipedia.org/wiki/Lemmy_Kilmister">Lemmy</a> e sua sábia verruga, “the chase is better than the catch”. Tá, se a gente sabe disso, por que a mulherada anda tão disponível, então? Será mesmo que o desespero pelo melhor marido do mundo é tão grande assim? Na boa, meninas, acho que é frescura. Acho, sim, que a gente adora sentar na mesa do bar, pedir um <a href="www.livrodereceitas.com/bebidas/bebi1203.htm">Cosmopolitan</a> bem à la <a href="www.hbo.com/city">Carrie</a> e rir da outra que arrumou um casinho e descobriu que o pé é o verdadeiro ponto G. (adendo, uma amiga saiu com uma pessoa que fez “ma-ra-vi-lhas” no pé dela). Acho que a gente gosta de ter a nossa casa, o nosso canto, enchê-lo de incenso sem que eles reclamem e ver um filme “água-com-açúcar” sem passar pela frustração de descobrir que tão logo apareça o “The End” eles querem mais é saber o resultado do Brasileirão. Acho que a gente adora, sim, passar horas ao telefone, trocar dicas de esmalte, taróloga e remédio natural para emagrecer. E acho que o lance de estar disponível é porque, bem lá no fundo, o objetivo não é arrumar marido e abrir mão dessa individualidade sensacional, dos pés afrodisíacos, das viagens (quando a gente quer, com quem a gente quer, do jeito que a gente quer) e das fofocas. Mais uma constatação: não é que uma outra amiga conheceu um ser que levou-a para jantar e deu até flores? Pergunta se ela gostou do indivíduo? Claro que não! Porque a verdade é que queremos acordar no dia seguinte “com a pele ótima”, mas sabendo que não precisaremos ceder uma vírgula dessa nossa vidinha de “<a href="nouveautes.chapitre.com/F-9782218922930-9578/BALZAC,-HONORE-DE/LA-FEMME-DE-30-ANS.html ">mulher de 30 anos</a>”. Porque a hora em que a gente resolver apostar numa relação, vamos simplesmente chutar os &#8220;homens-túnel&#8221;, parar de perder tempo com o “eu te quero, mas não posso agora” e jogar o jogo direitinho&#8230; Até que as portas estejam realmente abertas para os que estão a fim. E aí seremos felizes para sempre. Mas até lá&#8230;. Alguém pode me explicar como funciona essa vida de solteira?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.vertente.blog.br/2007/01/30/ai-ai-nos-mulheres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
