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	<title>Vertente &#187; amigos</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>Meus cachorros, meus filhos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 22:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sim, me tornei uma daquelas pessoas que tratam cachorros como filhos. Há uma semana Gunther e Priscila começaram na creche três vezes por semana. Que delícia ficar assistindo pela webcam. Eles têm mochilinha, com ração, coleira e outros acessórios. E ao final do dia a &#8220;tia&#8221; telefona pra contar o quanto eles brincaram, pularam na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, me tornei uma daquelas pessoas que tratam cachorros como filhos. Há uma semana Gunther e Priscila começaram na creche três vezes por semana. Que delícia ficar assistindo pela webcam. Eles têm mochilinha, com ração, coleira e outros acessórios. E ao final do dia a &#8220;tia&#8221; telefona pra contar o quanto eles bri<a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/12312009160.jpg"><img class="size-medium wp-image-247 alignleft" title="12312009160" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/12312009160-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>ncaram, pularam na piscina, fizeram exercício, comeram e foram umas gracinhas. Ah, tem o &#8220;tio da perua&#8221; também.</p>
<p>Gunther, um bull terrier mimado, e Priscila, uma scottish terrier de personalidade forte, estão quase com 10 meses de idade. Antes deles, jamais imaginamos viver numa casa bagunçada ou parcialmente destruída. Pois é. Eles fizeram o favor de comer todos os móveis. Mas sabe de uma coisa? Eles aprontam e depois vêm com aquela carinha, pedindo colo, dando beijinho, e a gente simplesmente deixa tudo  pra lá.</p>
<p>A nossa vida também se tornou mais matutina. Nasce o Sol e lá vem o Gunther colocar a focinho no travesseiro, pedindo pra dormir com a gente. E quando a gente não o vê, ele coloca as patas da frente em cima da cama e bate as de trás no chão. A gente acorda, ele sobe, tiramos um cochilo, mas a paz dura só até às 7h30. Aí vem a hora do passeio, do café da manhã e da brincadeira antes dos &#8220;pais&#8221; saírem pra trabahar.</p>
<p>É impossível não nutrir um amor gigantesco por esses bichos. E aí vem o equívoco de querer transformá-los ou tratá-los como humanos, conversando com eles como se alguma palavra fizesse sentido. A Priscila até que responde, meio ranzinza, tipo &#8220;Pô mãe, sério que você vem com esse papo de novo?&#8221;. E o Gunter curte a TV. Mega participa dos programas, torce pros carros de<a href="http://www.formula1.com/" target="_blank"> Fórmula 1</a>, pros atletas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Skeleton" target="_blank">Skeleton</a> e, claro, late pra todos os cach0rros do <a href="http://www.cesarsway.com/" target="_blank">Cesar Mil</a><a href="http://www.cesarsway.com/" target="_blank">lan</a>.</p>
<p>No fim do mês, vem o rombo das roupinhas que eles detestaram, do veterinário, dos biscoitos, florais, ossinhos, brinquedinhos e afins. E aí você entende porque tanta gente acaba abrindo mão de ter filhos pra se dedicar a essas criaturinhas com nome de gente. Oi? Não, ainda pretendo ter crianças de verdade correndo pra lá e pra cá. Mas, até isso acontecer, o Gunther e a Priscila vão continuar reinando mais um pouquinho.</p>
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		<title>Por que eu blogo?</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 02:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que eu blogo? A pergunta foi injustamente feita pelo Nelson, do <a href="http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/">Pô Meu</a>!. Injustamente, porque nunca parei pra pensar por que eu blogo. E porque ele deu uma excelente justificativa, acho que a melhor que li até agora. O Nelson bloga para deixar suas memórias aos netos. Eu? Blogo pra compartilhar um pouco das sensações que a vida nos dá. Pra compartilhar indignação, felicidade, aprendizados, pensamentos. Porque eu escrevo muito menos do que gostaria desde que migrei do jornalismo para a comunicação corporativa e queria ter um lugar para desabafar minhas inspirações. Na verdade, eu comecei a blogar em 2001. Eu escrevia uma coluna de música chamada Vertente e resolvi transformá-la num blog, que era publicado pelo <a href="http://www.gardenal.orgg">Gardenal.org</a> (dizem que se eu não tivesse parado com aquele blog eu hoje seria mais famosa que o <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/">Alexandre Inagaki</a> hahahhaah). Mas os blogs não tinham o mesmo alcance. Não se tinha tanta noção dos blogs como redes de relacionamento, influência, poder do consumidor sobre as empresas. Quando saí da redação, as corporações estavam muito menos abertas para a web do que agora. Eu falava de bandas muito mais underground e obscuras, era meio de esquerda e achei que, diante daquela escolha naquele dado momento da vida, eu deveria me preservar até entender melhor como isso poderia se encaixar no meu contexto. Então o velho Vertente deu um tempo, fez um sabático, e voltou no ano passado. Graças a Deus o mercado se abriu e a Internet agora é parte do meu dia-a-dia profissional também. Este Vertente já me ajudou muito a testar tendências. Mas acho que hoje ele é apenas diário de viagem, de emoções, um canal com esses novos amigos que me visitam &#8212; e que alguns eu nunca conheci. Com os novos amigos que fiz por causa deste blog. Ele tem sido cada dia mais uma grata surpresa. Estou simplesmente apaixonada por blogar. <br />Por isso, convido a <a href="http://somostodasumasvacas.blogspot.com">AP e a DM</a>, a <a href="http://www.vanluchi.blogspot.com">Van</a>, a <a href="http://paolaaestranha.blogspot.com">Paola</a>, o <a href="http://wolverineresponde.blogspot.com">Wolverine</a> e o <a href="http://oscar-vg.blogspot.com">Osc@ar</a> pra me contar por que eles blogam.</p>
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		<title>O mundo tá muito louco!</title>
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		<pubDate>Thu, 31 May 2007 02:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabe, eu toda hora ouço essa frase. Vira e mexe alguém diz que as pessoas perderam a noção, onde o mundo vai parar, o egoísmo anda exacerbado, etc. Isso me lembra quando eu era criança e os mais velhos tinham essa visão do mundo. Hoje me sinto um deles. Eu realmente não entendo muito bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe, eu toda hora ouço essa frase. Vira e mexe alguém diz que as pessoas perderam a noção, onde o mundo vai parar, o egoísmo anda exacerbado, etc. Isso me lembra quando eu era criança e os mais velhos tinham essa visão do mundo. Hoje me sinto um deles. Eu realmente não entendo muito bem as pessoas. E as pessoas definitivamente me entendem muito pouco também. Mas entendo que, quanto mais envelhecemos e amadurecemos, mais duros e impenetráveis ficamos. Acho que o mais difícil pra mim, hoje, é encarar a responsabilidade sobre a minha própria vida. Durante 31 anos dei aos outros o poder de me fazer feliz ou triste, bonita ou feia, inteligente ou burra, brega ou descolada. Hoje eu entendo que tudo na minha vida é consequência do meu próprio ser. É pesado. Às vezes cansa. Naqueles momentos em que o universo me cobra resiliência eu penso: &#8220;Mas ninguém vai passar a mão na MINHA cabeça?&#8221; Não, não vai. Ao mesmo tempo, saber que SÓ EU tenho as rédeas das coisas é muito bom. É uma sensação de estabilidade e segurança que nenhum outro ser humano pode nos proporcionar. Mas talvez aí a gente esteja errando a mão e confundindo essa constante busca por individualismo com egoísmo. Será? Será que isso nos dá uma noção errada de poder, de narcisismo, e aí a gente fica obssessivamente tentando manter o controle sobre todas as coisas quando também há um montão de coisas no mundo que gente simplesmente não tem poder pra mudar? Não sei. Queria ter várias respostas. Fuçando na bagunça dos meus livros encontrei &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=758638&amp;sid=016225147784533048961153&amp;k5=13B035BD&amp;uid=">Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos</a>&#8220;. Ele fala do quanto estamos tratando nossas relações como se fossem bens de consumo, com necessidades imediatistas construídas sobre inseguranças e medos. Pode ser que as mudanças do mundo globalizado e moderno estejam mesmo interferindo em nossa maneira de interagir. Ao mesmo tempo em que temos pavor de vivenciar o amor por alguém, e a perda dessa tal liberdade que mal conseguimos definir ou entender, nunca houve tanta necessidade por se relacionar. Daí, então, o sucesso das comunidades online? Que nos dão, de certa forma, poder de controlar nossas interações com cliques? Esta semana decidi comprar &#8220;<a href="https://www.vitalfriends.com/roles.aspx">Vital Friends: The People You Can&#8217;t Afford to Live Without</a>&#8220;. Ele basicamente faz com que você divida seus amigos em oito categorias para enteder qual é o real valor agregado das suas relações, principalmente em ambiente de trabalho. Seus amigos podem estar (em tradução livre) entre: motivadores (builders), companheiros (companions), influentes (connectors), colaboradores (collaborators), pra cima (energizers), expansores (mind openers), orientadores (navigators) e vitoriosos (champions). Não, não acho que a gente tenha que inventar fórmulas pros amigos. Mas até por uma questão de auto-preservação, fazer esse exercício de compreender o que é que nos conecta a determinadas pessoas pode nos ajudar a lidar melhor com os laços que nos esforçamos pra manter todos os dias. A busca por respostas é incessante. Sei lá, andei trocando a palavra medo pela palavra receio. Acredito que receios são mais fáceis de vencer do que medos. E tô arriscando. Metendo as caras. De alguma forma creio que o universo vai entender a minha mensagem. E você? O que você anda fazendo?<br />P.S &#8211; O <a href="http://mel-melica.blogspot.com/">Blog da Mélica </a>é uma dica pra quem busca um pouco de otimismo.</p>
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