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	<title>Vertente &#187; Adolescente</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>Pô véio!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 05:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[Cenas bizarras que só se passam comigo. Estava eu no médico, esperando para ser examinada e eis que toca o Nextel do doutor, que decide atender no  viva voz (abaixo, em versão resumida). - Meu amor, o fulano tá querendo ir no show. Mas acabei de saber que ele não vai dormir na fazenda pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/05/1410496878_e542588bfe2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-145" title="1410496878_e542588bfe2" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/05/1410496878_e542588bfe2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Cenas bizarras que só se passam comigo. Estava eu no médico, esperando para ser examinada e eis que toca o Nextel do doutor, que decide atender no  viva voz (abaixo, em versão resumida).</p>
<p>- Meu amor, o fulano tá querendo ir no show. Mas acabei de saber que ele não vai dormir na fazenda pra voltar no dia seguinte. Aquele ciclano, que deu piti aquele dia, é que vai voltar dirigindo de madrugada. Isso não tá legal, meu bem. Querido, ele está mentindo e eu acho que vc precisa ligar pra ele agora.</p>
<p>- Mas o que você quer que eu faça? Cada cabeça é uma sentença!</p>
<p>- Não, a gente que tem cabeça de pai é que tem que brecar isso.</p>
<p>Com uma super boa-vontade e uma cabeça de pai incrível, ele chama o filho no Nextel, de novo em viva voz. Ainda bem que ele avisa as pessoas de que os outros estão ouvindo tudo, assim todos se importam ainda menos com o desconforto alheio.</p>
<p>- Ô meu filho, que história é essa do ciclano voltar dirigindo de madrugada? Você me disse que ia dormir na fazenda do beltrano e voltar de manhã cedo. Olha, eu não quero vocês voltando bêbados ou com sono, heim? Por que é que você mentiu?</p>
<p>- Véio, pô véio, não é nada disso. Olha, eu não quero mentir pra você. Meu, é que não rola ficar na fazenda. Mas o ciclano dirige bem, o piti foi só naquele dia e tá tudo certo. Véio, ele nem vai no show. Ele vai ficar dormindo no carro e a hora que a gente voltar já vai ser de manhã. Véio, na boa. Tá tudo bem, sacou?</p>
<p>- Olha, você só tem 16 anos e uma vida pela frente. Sua mãe não é trouxa. Como é que eu faço? Desse jeito você não vai! Eu quero que vocês voltem de dia, descansados. Eu não confio no ciclano. Se beberem, se ele não estiver em condições, você e seu primo tem que voltar de táxi. Eu pago o táxi, mas você tem que me prometer não voltar com esse ciclano se perceberem qualquer coisa errada.</p>
<p>- Véio, confia em mim. O cara nem vai no show. E a gente não vai beber muito. E ele vai dormir antes da gente voltar. Sério, véio. Tá tudo bem. Agora, mano, tem que liberar a minha mãe.</p>
<p>Entra o primo na linha.</p>
<p>- Tio, pô véio, a sua mulher foi falar com a minha mãe que tá surtada, tá ligado? Tô aqui passando vergonha na frente dos meus amigos porque a minha mãe fica dando piti. Pô véio, você sabe que minha mãe é neurótica. Tá embaçado, véio. Pô, cobre essa pra gente.</p>
<p>- Mas, escuta, a sua tia não é idiota, como é que eu vou fazer?</p>
<p>- Pô véio, sei lá, mas a minha mãe tem que achar que eu dormi na fazenda. Meu, fala pra minha mãe que eu dormi lá, cara, sério. Você e a sua mulher tem que dar um jeito, mano.</p>
<p>- Chama meu filho de volta.</p>
<p>Volta o filho.</p>
<p>- Escuta aqui. Vocês vão voltar de táxi se o ciclano não estiver bem pra digirir. E você vai ligar pro dono da fazenda e ele vai dizer que vocês dormiram lá. Ou a coisa vai sujar pra mim. Então, eu vou dizer que vocês combinaram comigo que vão dormir e voltar de dia. Mas o cara lá tem que confirmar a minha história. Então você manda o beltrano falar que vocês ficaram na fazenda. E o ciclano não pode beber, nem dirigir que nem louco. Eu vou ficar de olho pra ver como vocês chegam, heim?</p>
<p>- Falou, véio, valeu. Tá sussa.</p>
<p>E assim caminha a humanidade&#8230;</p>
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		<title>Papa x Ministro</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2007 21:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Aids]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Ministro da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Papa]]></category>

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		<description><![CDATA[No mesmo dia em que o Papa Bento XVI pisa no Brasil e condena o aborto, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diz que se homens engravidassem provavelmente isso já estaria aprovado. &#8220;Tem um viés machista nessa discussão. As mulheres têm que falar, ser ouvidas, e não apenas os homens. As mulheres na maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mesmo dia em que o <a href="http://www.abril.com.br/papa-brasil/">Papa Bento XVI</a> pisa no Brasil e condena o aborto, o <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/busca/buscar.cfm">Ministro da Saúde</a>, José Gomes Temporão, diz que se homens engravidassem provavelmente isso já estaria aprovado. &#8220;Tem um viés machista nessa discussão. As mulheres têm que falar, ser ouvidas, e não apenas os homens. As mulheres na maioria das vezes se vêem sozinhas num momento como esse. Infelizmente, os homens não engravidam. Se engravidassem, essa questão já estaria resolvida há muito tempo&#8221;, afirmou o ministro segundo o site do <a href="http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2706647&amp;sub=Brasil">Correio Brasiliense</a>. E ele tem certa razão. Deixando de lado qualquer conotação filosófica ou religiosa e desconsiderando a culpa católica que nos impede de ser felizes em tantas coisas, filhos são maravilhosos, principalmente quando “bem gerenciados”. O fato é que nem mesmo a Aids tem impedido jovens e adultos de transar sem camisinha, apesar do número de adolescentes grávidas ter diminuído 29% de 2004 para 2005, de acordo com uma pesquisa do Ministério. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL33820-5605,00.html">Mais de 100 mil jovens engravidam por ano só em São Paulo</a> e, em outro estudo o ministério aponta que, no Estado, “em 64,2% dos casos de maternidade em garotas de 13 a 20 anos de idade, os pais são maiores de 21 anos. Os que têm entre 21 e 30 anos representam 59,7%, e os outros 4,5% têm entre 31 e 48 anos.” Essa é a típica situação em que o homem não assume e a menina sobra em qualquer clínica vagabunda de aborto. Ou elas têm que largar a escola (30% nunca mais voltam a estudar) e se sacrificar para criar um filho com a ajuda da família. Além da crise psicológica do aborto ou do filho não planejado, existem as conseqüências do abandono. Sem falar nas tantas outras famílias que passam longe de qualquer programa de controle de natalidade e proliferam míseros seres humanos que detestamos ver nos semáforos da vida. E mesmo em se tratando das classes mais altas, somos todas iguais na fila de espera da clínica ilegal, sem saber o que foi não esterilizado, se o médico é médico mesmo e fazendo o impossível para pagar (a maioria custa mais de mil reais em espécie). Oficialmente, apenas dois mil abortos são realizados legalmente no país. Segundo estimativas da <a href="http://www.who.int">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a> metade das gestações é indesejada e uma em cada nove mulheres recorre ao aborto. No Brasil, esse índice é estimado em 31% ou 1,44 milhões de mulheres que recorrem a clínicas clandestinas. Antes de debater o aborto, o Brasil precisaria investir em educação (óbvio), principalmente nas classes mais baixas e promover campanhas de controle de natalidade em favelas e comunidades pobres. Além de reforçar não só campanhas anti-Aids, mas o esclarecimento sobre todas as doenças sexualmente transmissíveis e, claro, gravidez. Mas, sim, o aborto há muito tempo virou questão de saúde pública. Mulheres morrem todos os anos por conta de abortos mal feitos. E até que nos tornemos uma nação realmente em desenvolvimento, é melhor que as pessoas tomem uma decisão como essa sabendo que podem, ao menos, contar com procedimentos decentes, dentro dos padrões mínimos de higiene, sentindo menos vergonha, menos medo. E mais do que legalizar ou não o aborto (ok, Papa, Jesus já me deserdou), providenciar assistência psicológica e de apoio às famílias é algo crucial nessa discussão.</p>
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