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	<title>Vertente &#187; Thiane</title>
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	<description>Variedades e opiniões sobre música, cinema, coisas da vida e tudo mais.</description>
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		<title>Meus cachorros, meus filhos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 22:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sim, me tornei uma daquelas pessoas que tratam cachorros como filhos. Há uma semana Gunther e Priscila começaram na creche três vezes por semana. Que delícia ficar assistindo pela webcam. Eles têm mochilinha, com ração, coleira e outros acessórios. E ao final do dia a &#8220;tia&#8221; telefona pra contar o quanto eles brincaram, pularam na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, me tornei uma daquelas pessoas que tratam cachorros como filhos. Há uma semana Gunther e Priscila começaram na creche três vezes por semana. Que delícia ficar assistindo pela webcam. Eles têm mochilinha, com ração, coleira e outros acessórios. E ao final do dia a &#8220;tia&#8221; telefona pra contar o quanto eles bri<a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/12312009160.jpg"><img class="size-medium wp-image-247 alignleft" title="12312009160" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2010/03/12312009160-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>ncaram, pularam na piscina, fizeram exercício, comeram e foram umas gracinhas. Ah, tem o &#8220;tio da perua&#8221; também.</p>
<p>Gunther, um bull terrier mimado, e Priscila, uma scottish terrier de personalidade forte, estão quase com 10 meses de idade. Antes deles, jamais imaginamos viver numa casa bagunçada ou parcialmente destruída. Pois é. Eles fizeram o favor de comer todos os móveis. Mas sabe de uma coisa? Eles aprontam e depois vêm com aquela carinha, pedindo colo, dando beijinho, e a gente simplesmente deixa tudo  pra lá.</p>
<p>A nossa vida também se tornou mais matutina. Nasce o Sol e lá vem o Gunther colocar a focinho no travesseiro, pedindo pra dormir com a gente. E quando a gente não o vê, ele coloca as patas da frente em cima da cama e bate as de trás no chão. A gente acorda, ele sobe, tiramos um cochilo, mas a paz dura só até às 7h30. Aí vem a hora do passeio, do café da manhã e da brincadeira antes dos &#8220;pais&#8221; saírem pra trabahar.</p>
<p>É impossível não nutrir um amor gigantesco por esses bichos. E aí vem o equívoco de querer transformá-los ou tratá-los como humanos, conversando com eles como se alguma palavra fizesse sentido. A Priscila até que responde, meio ranzinza, tipo &#8220;Pô mãe, sério que você vem com esse papo de novo?&#8221;. E o Gunter curte a TV. Mega participa dos programas, torce pros carros de<a href="http://www.formula1.com/" target="_blank"> Fórmula 1</a>, pros atletas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Skeleton" target="_blank">Skeleton</a> e, claro, late pra todos os cach0rros do <a href="http://www.cesarsway.com/" target="_blank">Cesar Mil</a><a href="http://www.cesarsway.com/" target="_blank">lan</a>.</p>
<p>No fim do mês, vem o rombo das roupinhas que eles detestaram, do veterinário, dos biscoitos, florais, ossinhos, brinquedinhos e afins. E aí você entende porque tanta gente acaba abrindo mão de ter filhos pra se dedicar a essas criaturinhas com nome de gente. Oi? Não, ainda pretendo ter crianças de verdade correndo pra lá e pra cá. Mas, até isso acontecer, o Gunther e a Priscila vão continuar reinando mais um pouquinho.</p>
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		<title>Não fumem os seus celulares!</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 14:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Don&#8217;t smoke your cell phone&#8221;, disse a comissária de bordo num vôo com destino a Belo Horizonte. Sinceramente, andar de avião é cada dia mais brega. Quando era criança, tomar café em Congonhas e assistir as aeronaves decolarem era o máximo. Viajar era um &#8220;evento&#8221;. Alguns homens vestiam terno, as mulheres estavam sempre arrumadas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Don&#8217;t smoke your cell phone&#8221;, disse a comissária de bordo num vôo com destino a <a href="http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/" target="_blank">Belo Horizonte</a>.</p>
<p>Sinceramente, andar de avião é cada dia mais brega. Quando era criança, tomar café em <a href="http://www.infraero.gov.br/aero_prev_home.php?ai=109" target="_blank">Congonhas</a> e assistir as aeronaves decolarem era o máximo. Viajar era um &#8220;evento&#8221;. Alguns homens vestiam terno, as mulheres estavam sempre arrumadas e as aeromoças eram esbeltas e elegantes. Quem trabalhava em rotas internacionais sabia falar inglês pra valer. Rodar o mundo servindo passageiros era algo desejado por milhares de pessoas.</p>
<p>Hoje, o bilhete custa o olho da cara e a comida é ruim, sem contar quando a refeição é, no máximo, um bolinho <a href="http://www.grupobimbo.com.br/interna.asp?topo=produtos&amp;lateral=produtos&amp;cont=sobrepullman&amp;codigo=162&amp;site=pullman" target="_blank">Pullman</a> ou duas bolachas salgadas. Sinta-se espremido e passe fome. Já imaginou ter que decifrar aquele inglês macarrônico? Pelo menos a gente fala português!</p>
<p>Se a tripulação baixou o nível, obviamente boa parte dos passageiros também se adequa aos padrões atuais. Sempre tem aquele que bebe só pra aproveitar o vinho e a cerveja &#8220;de graça&#8221;. A maioria levanta e pega a bagagem de mão com a aeronave ainda em movimento, parece até uma boiada querendo sair pela porteira. Ok, não precisa fumar o celular. Mas dá pra esperar e checar os recados lá no saguão?</p>
<p>É uma falta de educação generalizada.</p>
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		<title>Pagando a língua</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 16:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nem cheguei aos 35, mas já me sinto como a minha avó. Quando era criança, lembro que ela escrevia algumas coisas erradas e eu, chata pra burro, vivia corrigindo. Antes de eu nascer, o Português já tinha mudado duas vezes e obviamente ela não conseguiu decorar todas as regras. Eis que inventaram o Acordo Ortográfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2009/03/escrever_2435.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-221" title="escrever_2435" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2009/03/escrever_2435-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" /></a></p>
<p>Nem cheguei aos 35, mas já me sinto como a minha avó. Quando era criança, lembro que ela escrevia algumas coisas erradas e eu, chata pra burro, vivia corrigindo. Antes de eu nascer, o Português já tinha mudado duas vezes e obviamente ela não conseguiu decorar todas as regras.</p>
<p>Eis que inventaram o <a href="Acordo Ortográfico 2009" target="_blank">Acordo Ortográfico 2009</a>. Eu, jornalista, que me esforcei horrores para escrever certo, principalmente os hífens, pareço a dona Wanda. Completamente perdida entre o bem-vindo e o benfeito, o guardarroupa e o hiper-requintado, a autoestrada e o micro-ondas, o para e o pôr.</p>
<p>Minha sorte é que existe Internet e os links patrocinados do <a href="http://google.com" target="_blank">Google</a> já adotaram a nova grafia. Fiz download de diversos guias. Mas nem imagino a cabeça da dona Wanda tendo que aprender tudo outra vez sem qualquer auxílio tecnológico (vixe, tem acento ou não?).</p>
<p>Posso aceitar que um idioma unificado traga benefícios de negócios e maior integração entre países, mas é bem complicado prometer que eu serei capaz de “renascer por completo” até 2012. Estou tentando reaprender minha própria língua. E nem pretendo criar caso se algum moleque quiser me corrigir. Se eu não entender tudo nos próximos dois anos e meio, talvez meus netos me façam escrever certo na marra.</p>
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		<title>Matemática feminina</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 16:04:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Outro dia entrei na maior discussão com um amigo. Ele começou um namoro há duas semanas e já se punha a reclamar de ter que pagar algumas contas. Entendo que o mundo anda supermoderno, que as mulheres reivindicaram direitos iguais, mas ser &#8220;moçinha&#8221; custa bastante dinheiro, então qual é o problema do rapaz de vez em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia entrei na maior discussão com um amigo. Ele começou um namoro há duas semanas e já se punha a reclamar de ter que pagar <em>algumas</em> contas. </p>
<p>Entendo que o mundo anda supermoderno, que as mulheres reivindicaram direitos iguais, mas ser &#8220;moçinha&#8221; custa bastante dinheiro, então qual é o problema do rapaz de vez em quando fazer uma gentileza, principalmente no inicio do romance?</p>
<p>Acostumamos os homens muito mal. A gente faz questão de recebê-los sempre depilada, com a tintura do cabelo em dia, as unhas feitas. Ainda por cima fazemos o maior esforço pra não repetir a lingerie toda hora, sempre usamos a calça jeans mais cara do guardarroupa, além daquele sapato sensacional.</p>
<p>Então vamos às contas básicas:<br />
(os preços são estimados e variam de acordo com o naipe do salão e a região onde se localiza)</p>
<p>- depilação (meia perna e virilha): R$ 35</p>
<p>- manicure (pé e mão): R$ 35</p>
<p>- tingir o cabelo: R$ 80</p>
<p>- escova: R$ 30</p>
<p>- tirar a sobrancelha: R$ 20</p>
<p>Isso equivale a um encontro. Num namoro, a criatura tem que multiplicar a maioria dos custos por pelo menos quatro finais de semana. Portanto, o <em>gasto mínimo médio mensal</em> da fulana é de, mais ou menos, R$ 200. Isso sem levar em conta: limpeza de pele, hidratante corporal, creme anticelulite, loção antirrugas, maquiagem, etc.</p>
<p>E vocês ainda regulam um jantarzinho???</p>
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		<title>Trancoso: onde gente rica consegue ser brega</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser rico é bom e não tenho a menor dúvida disso. O problema é ganhar dinheiro e perder a noção. Passei o Réveillon em Trancoso, na Bahia. O lugar é lindo, mas virou reduto de pessoas esnobes que sabem como ninguém confundir breguice com sofisticação. Até onde eu entenda praia é propriedade de Deus, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser rico é bom e não tenho a menor dúvida disso. O problema é ganhar dinheiro e perder a noção. Passei o Réveillon em <a href="http://www.trancosobahia.com.br/" target="_blank">Trancoso</a>, na Bahia. O lugar é lindo, mas virou reduto de pessoas esnobes que sabem como ninguém confundir breguice com sofisticação.</p>
<p>Até onde eu entenda praia é propriedade de Deus, mas não em Trancoso, onde pra ficar em certos pedaços de areia &#8220;invadidos&#8221; por barracas chiques é preciso pagar R$150 por uma espreguiçadeira, R$500 por uma mesa com guarda-sol e quatro cadeiras, e R$750 por um bangalô. Esse custo é consumação mínima por pessoa. Claro que o povo bebe champagne na praia. Imagine a retenção de líquido dessa gente naquele calor de 40 graus!</p>
<p>Um garçom do <a href="http://www.tostexpraia.com.br/" target="_blank">Tostex</a> me contou que já viu gastarem R$8 mil em um único dia. Bom pra ele que ganha 10% de comissão mais salário. Mas vamos combinar que é totalmente desnecessário gastar essa grana na Bahia. Pelo amor, pega um avião e vai pra <a href="http://www.st-barths.com/a_cam/index.html" target="_blank">St Barths</a>, né! Armei meu guarda-sol de R$12 comprado no <a href="http://www.extra.com.br/" target="_blank">Extra</a> e estendi a única canga que eu tenho desde 1999. Foi tudo de bom!</p>
<p>A principal festa de Ano Novo custava R$400 pra entrar. Tava lotada, claro. E não tinha nada muito diferente da festa que eu fui e custou R$25. Afinal, lá só toca música eletrônica ruim e nessa época do ano em Trancoso quem não é mineiro, é paulista. Ou seja, era pagar caro pra ver o mesmo tipo de gente que se encontra o ano todo em qualquer balada chata.</p>
<p>Os modelitos femininos eram os melhores. Tapete vermelho pra mulherada com suas carteiras de couro ou cetim e seus vestidos de seda, em camadas ou pontas, até os joelhos ou longos, tomara-que-caia ou frente-única, adornados com jóias e bijuterias reluzentes.</p>
<p>E havaianas nos pés, lógico. Afinal vestido de seda e bolsa de cetim ficam incrivelmente adequados pra a praia com um chinelinho básico. É a <a href="http://www.alpargatas.com.br/" target="_blank">Alpargatas</a> ditando os costumes <em>high class</em> e salvando a falta de estilo da galera.</p>
<p>Enfim, achei tudo muito mais legal depois do dia 04 de janeiro, quando os hippies ressurgiram e foi possível encontrar vários <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rastafarianismo" target="_blank">rastafáris</a> e aquela gente com pinta de &#8220;guru astrológico&#8221;. Mais gringos desembarcaram usando sandálias e bermudas surradas. E os ricos que sobraram são os que têm casa na Bahia, falam bom dia na porta da padaria e levam o cachorro pra passear na praia. As festas ficaram bem mais divertidas e as lojas do Quadrado entraram em liquidação. Aí, sim, Trancoso virou um paraíso.</p>
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		<title>Recomeçando mais uma vez</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 17:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegamos ao final de mais uma jornada. Passou rápido. Foi intensa, muito intensa. No começo, parecia que não ia dar. Deu. Termina bem, feliz, realizada, resolvida. Em 2008 a listinha de ano novo foi toda concluída. Não ficou nada pra trás. Os aprendizados vieram na marra. Alguns ainda preciso praticar pra valer. Mas muita coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegamos ao final de mais uma jornada. Passou rápido. Foi intensa, muito intensa. No começo, parecia que não ia dar. Deu. Termina bem, feliz, realizada, resolvida. Em 2008 a listinha de ano novo foi toda concluída. Não ficou nada pra trás. Os aprendizados vieram na marra. Alguns ainda preciso praticar pra valer. Mas muita coisa já mudou pra melhor. Hoje estou exatamente onde e como queria estar. Nada compensa mais do que isso.</p>
<p>E 2009 será o momento de me apropriar de todas essas conquistas. Viver o hoje, ser mais eu, sorrir mais e dar valor a absolutamente todos os segundos da minha vida. Continuar aprendendo, realizando, resolvendo, superando. Recomeçando, mudando. Mudar, sempre! Seguir em frente. Crescer! Amar: a vida, a alma, as pessoas, o mundo!</p>
<p>Aos meus poucos e queridos amigos, obrigada por estarem do meu lado há tanto tempo, compartilhando momentos tão únicos e divertidos. Obrigada por abrirem meus olhos para o novo! E para tudo que o universo tem de melhor!</p>
<p>Aos meus pais, não canso de dizer que vocês são as pessoas mais importantes da minha vida e que sem vocês eu não seria nada. Que vocês continuem ao meu lado por muitos e muitos anos. Eu amo vocês mais que tudo!</p>
<p>É isso aí. Feliz 2009 pra todos nós!!!! Com muita saúde, dinheiro, paz, alegria e, principalmente, sabedoria! Só a sabedoria nos torna verdadeiramente livres!</p>
<p>Até a volta.</p>
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		<title>Grávidas doem o seu xixi!</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 16:17:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fui outro dia a uma reunião num cliente e me deparei com um cartaz do Programa HCG, uma campanha que incentiva grávidas a doar urina até a 18a semana de gestação. O Hormônio Coriônico Gonadotrófico é liberado pela placenta e ajuda a manter a gravidez no início do desenvolvimento do embrião. Ele tem sido amplamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui outro dia a uma reunião num cliente e me deparei com um cartaz do <a href="http://www.programahcg.com.br/v2008/historico.htm" target="_blank">Programa HCG</a>, uma campanha que incentiva grávidas a doar urina até a 18a semana de gestação. O <a href="www.gineco.com.br/hcg.htm " target="_blank">Hormônio Coriônico Gonadotrófico</a> é liberado pela placenta e ajuda a manter a gravidez no início  do desenvolvimento do embrião. Ele tem sido amplamente usado como matéria-prima na  produção de medicamentos para tratamentos de infertilidade.</p>
<p>O programa existe desde 1986 em São Paulo e Minas Gerais &#8212; não sei há alguma indústria farmacêutica por trás da iniciativa. E, convenhamos, doar xixi é razoavelmente fácil e pode ajudar a realizar o sonho de muitos casais. Sou totalmente pró-adoção, mas dar à luz um filho é tão mágico que todas as mulheres do mundo merecem passar por essa experiência.</p>
<p>Apenas fico surpresa de nunca ter ouvido falar dessa campanha antes. Espero que mais empresas contribuam para a divulgação do programa e que médicos passem a orientar suas pacientes. O mundo pode até estar uma porcaria, mas só vamos mudá-lo se colocarmos pessoas mais legais por aqui, não? E já que a gente fala tanto de ajudar o próximo, tá aí uma coisa fácil e sem custo.</p>
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		<title>Lipo agora tem utilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 04:19:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Clube da Luta]]></category>
		<category><![CDATA[lipoaspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho aflição de lipoaspiração. Mas de acordo com o blog Eco Geek, isso pode ajudar a salvar o planeta: inventaram o Earthrace, um barco movido, entre outras coisas, a gordura humana. O neozelandês Pete Bethune e sua família venderam tudo o que tinham para construir o trimarã. Ele próprio teve a gordura de seu corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_193" class="wp-caption alignleft" style="width: 178px"><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/09/lr_torquay-r-harrisblog1.jpg"><img class="size-full wp-image-193" title="Earthrace" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/09/lr_torquay-r-harrisblog1.jpg" alt="By Richard Harris" width="168" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">By Richard Harris</p></div>
<p>Tenho aflição de lipoaspiração. Mas de acordo com o blog <a href="http://www.ecogeek.org/content/view/1742/70/" target="_blank">Eco Geek</a>, isso pode ajudar a salvar o planeta: inventaram o <a href="http://www.earthrace.net/index.php?section=1" target="_blank">Earthrace</a>, um barco movido, entre outras coisas, a gordura humana. O neozelandês Pete Bethune e sua família venderam tudo o que tinham para construir o trimarã. Ele próprio teve a gordura de seu corpo sugada, o que rendeu 100 ml de biocombustível para ser misturado a outros biodiesels que fizeram a engenhoca funcionar.</p>
<p>O Earthrace &#8211; com potência de 540 cavalos e que custou US$ 2,5 milhões para ser construído &#8211;  bateu o recorde danto a volta ao mundo em 60 dias, 23 horas e 29 minutos, e provando que é possível ter um barco rápido, totalmente feito com madeiras sustentáveis e materiais reciclados, com uma tripulação consumindo somente comida orgânica e numa viagem 100% carbono neutra.</p>
<p>Pelo menos a obsessão pela beleza pode agora se transformar em algo benéfico ao invés de apenas encher o bolso dos cirurgiões plásticos. É melhor que a gordura da mulherada vire combustível alternativo do que sabão, nas mãos de um louco como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fight_Club" target="_blank">Tyler Durden</a>.</p>
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		<title>One Day as a Lion: outro projeto solo frustrante</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 19:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mumia Abu Jamal]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Rage Against the Machine]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Zach de la Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[O povo reclama tanto na minha orelha que vou voltar a fazer posts sobre música, retomando a série Riot Girrrrls, com bandas femininas alternativas de diversas partes do mundo, resenhas de shows (embora eu esteja indo a poucos concertos ultimamente), velharias e coisas que eu descubro na Internet. Mas não prometo que vou conseguir escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/08/2695774790_cf3da67452.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-189" title="2695774790_cf3da67452" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/08/2695774790_cf3da67452-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O povo reclama tanto na minha orelha que vou voltar a fazer posts sobre música, retomando a série Riot Girrrrls, com bandas femininas alternativas de diversas partes do mundo, resenhas de shows (embora eu esteja indo a poucos concertos ultimamente), velharias e coisas que eu descubro na Internet. Mas não prometo que vou conseguir escrever toda hora, ok?</p>
<p>Enfim, estava escutando o EP do<a href="http://www.onedayasalion.org/" target="_blank"> One Day as a Lio</a><a href="http://www.onedayasalion.org/" target="_blank">n</a>, projeto novo do <a href="http://www.ratm.com" target="_blank">Zack de la Rocha</a> com Jon Theodore, ex-baterista do <a href="http://www.myspace.com/themarsvolta" target="_blank">Mars Volta</a>. O nome vem de uma fotografia tirada em 1970 por George Rodriguez de um muro em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Boyle_Heights" target="_blank">Boyle Heights</a>, Los Angeles, com a frase “It’s better to live one day as a lion, than a thousand years as a lamb” (melhor viver um dia como um leão do que mil anos como um cordeiro).</p>
<p>Theodore é um excelente baterista, Zack continua incrivelmente engajado, mas sou meio contra projetos solo. Eles sempre carregam bases das bandas de origem e, na maioria das vezes, acabam virando versões pioradas do mesmo.</p>
<p>E One Day é uma versão piorada de Rage Against the Machine. No lugar da guitarra e do baixo, Zack tira distorções do teclado, o que pode parecer brilhante na primeira faixa, mas se torna repetitivo ao longo do álbum. Sua voz e a pegada meio rap também fazem com que a comparação com o Rage seja inevitável, assim como as letras, bem menos surpreendentes.</p>
<p>Numa entrevista ao <a href="http://soulassassins.com/?p=2611" target="_blank">Los Angeles Times</a> ele mesmo reconhece que One Day precisa de melhorias. &#8220;Não, esta não é uma explosão de energia apenas. Vamos gravar discos, escrever músicas. Estamos no processo de formar a banda. Precisamos de um tecladista. Não sou bom o bastante para fazer tudo sozinho. Portanto, vamos nos reformular em breve&#8221;.</p>
<p>Da mesma forma como sempre achei que o <a href="http://www.audioslave.com/" target="_blank">Audioslave</a> subestimava o talento de Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk, One Day não reflete a genialidade de Zack e não empolga quem espera por inovações. Ele foi bem mais criativo quando criou <a href="http://www.marchofdeath.com/" target="_blank">March of Death</a>, com DJ Shadow, e encarnou raízes do bom e velho hip hop, juntando-se ainda a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chuck_D" target="_blank">Chuck D</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Roots" target="_blank">The Roots</a> para gravar &#8220;<a href="http://www.imeem.com/cheguevaralivesforever/music/Km_rXSL7/zach_de_la_rocha_chuck_d_the_roots_mumia_911/" target="_blank">Mumia 911</a>&#8220;. Se contarmos ainda a antiga parceria com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rhqfijdOIuE" target="_blank">KRS One</a>, tudo isso parece ter saído muito mais do âmago. &#8220;Quando deixei o Rage estava de coração partido e fiquei obcecado por reinventar a minha roda por completo&#8221;, ele disse ao LA Times. Então talvez ele esteja outra vez precisando de algumas doses de depressão.</p>
<p>Depois de ter visto o <a href="http://www.vertente.blog.br/2008/06/11/berlim-rage-against-the-machine-rules/" target="_blank">Rage ao vivo em Berlim</a>, em junho deste ano, fica difícil não desejar que eles gravem um novo álbum. O entrosamento no palco, o som perfeito, os solos improvisados e hipnotizadores, a força das melodias, o ritmo das letras, os pulos e tombos do Zack. Não dá pra aceitar que isso tudo continue secundário na vida deles. &#8220;Muita coisa mudou. Quando você fica mais velho, olha para o passado e tem outra perspectiva sobre os problemas. Nossa relação está melhor do que nunca (&#8230;) Vamos continuar fazendo shows (&#8230;) Mas quanto a gravar música no futuro, não sei o que todos pensam disso&#8221;, contou ele na entrevista. Que pena.</p>
<p>Deixo aqui uma mostra de One Day as a Lion pra vocês: <a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/08/05-one-day-as-a-lion.mp3">05-one-day-as-a-lion</a></p>
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		<title>Jóias fazem mal</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 03:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiane</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uns bons anos não uso mais jóias. Apenas bijuteria e artesanato. Na era do politicamente correto, a indústria do luxo é constantemente atacada pelo uso de animais na confecção de roupas e na fabricação de cosméticos e perfumes, mas pouco se comenta sobre o quanto a extração de ouro e pedras preciosas (principalmente o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/08/no-dirty-gold-ad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-186" title="no-dirty-gold-ad" src="http://www.vertente.blog.br/wp-content/uploads/2008/08/no-dirty-gold-ad.jpg" alt="" width="468" height="289" /></a></p>
<p>Há uns bons anos não uso mais jóias. Apenas bijuteria e artesanato. Na era do politicamente correto, a indústria do luxo é constantemente atacada pelo uso de animais na confecção de roupas e na fabricação de cosméticos e perfumes, mas pouco se comenta sobre o quanto a extração de ouro e pedras preciosas (principalmente o diamante) afeta nações inteiras e perpetua a pobreza pelo mundo.</p>
<p>Ao contrário do que se pensa, há muitas décadas a extração de ouro <a href="http://www.grinningplanet.com/2005/02-01/gold-jewelry-gold-mining-article.htm" target="_blank">deixou de ser na base da peneira</a>. Minas são criadas frequentemente, sobretudo nas proximidades de florestas tropicais e aldeias indígenas, e não se encontra mais ouro em pedaços (ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gold_nugget" target="_blank">nuggets</a>). Para fabricar um simples anel é necessário remover mais de 20 toneladas de pedras que recebem jatos de cianureto, para a extração de partículas microscópicas do metal, e que acabam <a href="http://washingtontimes.com/news/2006/aug/14/20060814-113645-1330r/" target="_blank">contaminando</a> os lençóis freáticos e prejudicando as populações ao redor das minas.</p>
<p>O processo de drenagem dessas pedras é feito ainda com <a href="http://news.mongabay.com/2007/1107-french_guiana.html" target="_blank">ácido sulfúrico, mercúrio</a>, e muitos afirmam que a extração de ouro polui mais do que qualquer outra indústria. Além disso, as condições semi-escravas das minas levam aos mais altos índices de morte por acidente de trabalho.</p>
<p>E embora o ouro seja necessário na produção de diversos componentes eletrônicos e eletrodomésticos, 80% do total extraído no mundo é usado na fabricação de jóias. Nos últimos 10 anos, o preço do ouro mais que triplicou e a quantidade de <a href="http://blog.brilliantearth.com/2008/07/14/big-increase-in-illegal-gold-mining/" target="_blank">mineradores ilegais</a> também. Estima-se que existam cerca de  20 milhões de mineradores autônomos responsáveis por 10% da produção de ouro e diamantes, e 75% da produção de gemas. Quem acompanha os conflitos em <a href="http://www.un.org/peace/africa/Diamond.html" target="_blank">Angola, Serra Leoa, Sudão, Gana, Costa do Marfim e Congo</a> sabe o quanto <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Conflict_diamonds" target="_blank">diamantes de sangue</a> ainda patrocinam guerillhas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.</p>
<p>Muitas entidades têm tentado erradicar esses problemas. A <a href="http://www.nodirtygold.org/home.cfm" target="_blank">No Dirty Gold</a> trabalha pela conscientização sobre os prejuízos da produção de ouro ao redor do mundo e batalha por melhores práticas. O <a href="http://www.responsiblejewellery.com/" target="_blank">Council for Responsible Jewellery Practices</a> certifica mais de 80 joalheiros com base em normas desenvolvidas para uma extração mais &#8220;sustentável&#8221;.</p>
<p>A<a href="http://www.earthworksaction.org/" target="_blank"></a>té mesmo a <a href="http://www.goodpracticemining.org/search.php?Query=cyanide" target="_blank">ONU</a> têm buscado criar parâmetros para o uso controlado de substâncias químicas no processo de produção do ouro.  E o <a href="http://www.diamondfacts.com/conflict/index.html" target="_blank">Kimberley Process Certification System</a> foi colocado em prática em 2003 para evitar que os diamantes de sangue sejam comercializados. Oficialmente diz -se que 99% das pedras vendidas hoje não vêm das zonas de conflito, mas sabe-se que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Conflict_diamonds" target="_blank">monitoramento é falho</a> e que o contrabando de diamantes continua.</p>
<p>Por isso, tão importante quanto deixar de comer carne, reciclar lixo e papel, apagar a luz , economizar água, não usar casacos de pele verdadeira, sapatos de couro ou cremes de fabricantes que fazem testes com animais, é abrir mão da ostentação. Ninguém precisa de anel de ouro ou brinco de brilhantes pra viver. Ou seja, tá fácil contribuir pro planeta.</p>
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