Um pouco de apatia faria bem ao mundo. Não sei se apatia é a melhor palavra. Só sei que há uma espécie de burrice coletiva aflorando por aí. Outro dia, no Twitter, vi uma sequência de pessoas tidas como “formadoras de opinião” em êxtase, depois que alguém considerado “famoso” disse coisas óbvias num desses eventos “descolados”.
Definitivamente existe uma empolgação estúpida tomando conta do planeta. Uma vontade de querer ser mais do que realmente é. Ou de transformar a mesmice em novidade ou moda. Tudo é “ohhhhh”. E o povo sai repetindo qualquer coisa, se metendo a falar do que não sabe e inflamando correntes em prol de gente que, na real, tem bem pouco a agregar.
Um bom exemplo é o “efeito Obama”. Ele era o máximo. Mas como tudo que tem muito hype nem sempre tem sustentação, o cara deu pra trás em quase todas as promessas. E enquanto sua popularidade declina astronomicamente, dizer que é fã do Barack tá longe de ser cool
Certa vez escrevi sobre perspectiva e proporção. Existem mais de 6 bilhões de pessoas. Pense em quantas vivem sem fazer idéia da existência de qualquer uma das coisas que você julga sensacional, incluindo você mesmo. Há muita gente nem um pouco modernex e bastante comum que muda muito mais o mundo — e sem alarde.
Agora dá pra entender porque eu tava com preguiça de blogar? Inevitavelmente viria com esse ar mal humorado. Ainda bem que passa!

Jornalista, trabalhando com Relações Públicas. Apaixonada por música e pela vida.





3 Comments
Oi Thiane,

Concordo, concordo e concordo.
Mas acho também que isso é uma fase do aprendizado nesse mundo conectado. Vai passar. Quando? Sei lá.
bjs,
nelson
interessante o texto, um comentário é salutar efetuar. Estamos na era da relevancia? Ou as coisas sempre são do mesmo jeito e só mudam os aspectos gráficos [GUI] (tal como uma skin em um software)
aumenta o tamanho de letras permitidas no nome, ate mais
One Trackback
[...] Loureiro está voltando (ela prometeu…). quase conseguiu ir ao último LuluzinhaCampSP e fez um ótimo post sobre o que eu chamo de “comportamento de manada”. Ela dá o nome de verdade… [...]