Resolvi ir até Potsdam onde fica o Palácio Sanssouci. Ao contrário do que eu disse antes, esta sim é a versão alemã de Versalhes (mas os franceses são mesmo bem melhores). Pra variar, a saga. Você teoricamente pega o metrô até a estação de Potsdam Hauptbahnhof.
Acontece que ao chegar lá não existe qualquer sinal de palácio em lugar nenhum. Você finalmente encontra uma placa do outro lado da rua. “Park Sanssouci 2,5″. E pensa que o lugar está a alguns quilômetros dali. Mas isso é só até a próxima placa. Aí você começa a querer perguntar pras pessoas pra ter certeza de que está na direção certa. E elas não falam inglês.
- Schloss Sanssouci?
- Ja. Habpshdh hopfen brack folgoldolptham… blabs.
- Ah, ok. I go straight ahead and then turn right?
- Ja. Habpshdh hopfen brack folgoldolptham… blabs.
Bem, assim foram 10 dias em Berlim. Perdida que só, andando que nem louca para achar os lugares, mas feliz da vida porque toda vez que entrava na rua errada descobria alguém ou alguma coisa interessante pra observar — pra depois ter que andar outra vez que nem camela até chegar ao local que estava originalmente procurando.
Schloss Sanssouci, residência de verão de Frederico, o Grande, vale pelo jardim mais do que pelo palácio em si, embora sempre seja bacana aprender algo novo sobre como viviam reis e rainhas de diferentes partes do mundo. A cidade de Potsdam é bem pacata, de arquitetura colonial e com aposentados andando de iate pelo canal. Cheia de cafés e restaurantes fofos, as flores já começavam a dar graças pela primavera. Foi um dia agradável e sossegado.
Depois aproveitei meus últimos momentos em Berlim pra comprar bugigangas e voltar aos bairros que mais me encantaram: Mitte, Friedrieschain e Kreuzberg. Restaurantes vegetarianos e cosméticos naturais estão em alta, mas nada como Londres onde tudo que é tendência tem que obrigatoriamente ser orgânico. Os fair trade shops também fazem sucesso por aqui. Não são muitos como na terra da rainha Elizabeth, mas já começam a ser hype.
Os cabeleireiros são um passeio à parte. Entrei em um onde metade do salão foi transformado em bar. É cheio de gente descolada, os móveis são ultramodernos e você pode ver e ser visto enquanto espera para dar um tapa no look. Não, eu não tive coragem de arriscar fazerem nada comigo em alemão…
Fui curtir a loja de livros de outro squat, o Der MehringHof, que é um centro cultural incrível, com um teatro independente e essa biblioteca, onde até consegui encontrar alguns títulos em outros idiomas. Passei horas ali mais uma vez prestando atenção nas pessoas, nas cores dos cabelos, nas posições dos piercings, nas barras das calças sem barra, etc.
E é isso. Essas foram as minhas férias-relâmpago. As bolhas estão de matar, mas a cabeça volta pra São Paulo em outra sintonia, graças a Deus. Deu um mega mau-humor de ter que voltar. Mas… Tudo sempre acaba, não é mesmo?


Jornalista, trabalhando com Relações Públicas. Apaixonada por música e pela vida.





3 Comments
gostei do diálogo que você travou….(hehehehehe)
saudações e agora com imagens ficou mais legal ainda o diário..
Ahhhh … Já acabou ????? So… Welcome to Sampa !!! Sniffff …..
Ahhhhhh um dia irei conhecer a Europa. Por enquanto me delicio com as fotos e postagens de vocês e com as praias do terceiro mundo.
beijão