Em homenagem ao Henrique Martin, que recentemente esteve na terra dos olhinhos puxados, vamos fazer um tour pelo Japão. O país dispensa apresentações. E como tudo por lá é uma cópia, quase sempre melhorada, das invenções ocidentais, o rock e suas vertentes não poderiam ficar de fora desse eterno exercício de aperfeiçoamento. O punk é incrivelmente bem representado. O Japão tem sua própria versão da Warped Tour, bandas de todas as partes do planeta fazem questão de incluir Tóquio nas turnês, é possível encontrar discos de diversos grupos alternativos brasileiros e nomes como Olho Seco, Ratos de Porão e Mukeka di Rato fazem sucesso entre os japoneses. Fora dali, a dupla mais conhecida internacionalmente é, sem dúvida, Pizzicato Five, com a fofíssima Maki Nomiya no vocal (tá, alguém vai falar em Guitar Wolf, mas é banda só de menino então não entra aqui!). Ah, sim, tudo no Japão fica “fofo” com aquela pele lisinha de porcelana e as bochechas avermelhadas de “blush”. Judy And Mary traz a voz de Yuki Isoya e, honestamente, não sei se eles continuam na ativa uma vez que não lançam um disco desde 2001. O som é aquele punk pop basicão, mas com visual à la Pato Fu. Strawberry Cream Puff é uma delícia, um trio feminino cujas músicas parecem trilha sonora de desenho animado (porque assim como o rosto, a voz também é de boneca). E os morangos ficam um pouquinho (só um pouquinho) mais azedos com Strawberry Mud Pie. Agora, a barulheira que eu curto começa com 54 Nude Honeys, power trio, roupinhas de couro, guitarra suja e vocal berrado. Passa por Plastic Nine, que já segue uma linha mais Motorhead. Continua por GitoGito Hustler e um estilo mais Ramones. E termina em Crispy Nuts, com as madeixas metade loiras, metade pretas da Momo e o som completamente influenciado pelo punk inglês.
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Jornalista, trabalhando com Relações Públicas. Apaixonada por música e pela vida.





5 Comments
na verdade o Japão tem um “problema” muito sério… lá você encontra a preços módicos aqueles discos em versão exclusiva que custam os olhos da cara no Brasil. A Tower Records quase me leva à falência
Nossa, eu nunca vou poder ir pra lá… Beijos
Thiane, não sou roqueira como você, mas sou eclética em termos musicais … Adorei os japinhas roqueiros, mais que os finlandeses … Continua o “tour”, by the world, to adorando !!!
Eba! Que bom! Vou continuar sim, pode deixar. Um beijo grande e saudade!!
Thi, inclua aí The 5, 6, 7, 8. São as meninas da trilha sonora do Kill Bill.
bj
Gui