
Reservar quatro domingos seguidos para assistir “Blonde” foi um pouco frustrante. A missérie exibida recentemente pelo canal GNT contou a vida de Marilyn Monroe desde sua infância até a noite em que cantou “Happy Birthday Mr. President” na festa de aniversário de John F. Kennedy, de quem foi amante até sua morte aos 36 anos de idade. O fim do seriado bem quando a biografia da maior sex symbol de todos os tempos começava a ter relevância histórica decepcionou incrivelmente. Mas a maneira como Norma Jean Baker foi revelada na minissérie é chocante. Confesso que não conheço a biografia oficial de Marilyn a ponto de poder opinar sobre quanto do que foi mostrado é real ou não. Mas nesses quatro episódios o que se viu foi uma mulher carente, obcecada pelo pai que nunca conheceu e que buscou essa figura paterna em todos os maridos a ponto de apelidá-los de “daddy”. No início da carreira, foi usada e mal remunerada por produtores e empresários, e depreciada por seus amantes. Norma Jean não gostava de Marilyn e a tratava como um ser vulgar e responsável pelas tragégias de sua vida, entre elas dois abortos. Em certo momento, em meio a busca pelo reconhecimento de seu talento como atriz, Marilyn aprendeu tirar vantagem de sua beleza estonteante e tornou-se quase perversa em suas manipulações. Mas foi infeliz, muito infeliz. “Blonde” praticamente desnudou de poder e glória uma das mulheres mais lindas do Século XX. E deixou mais uma vez a sensação de que boa parte dos ídolos que admiramos — no cinema e na música, principalmente — estiveram cercados de tristeza, drogas, relacionamentos doentios e abusos.
Jornalista, trabalhando com Relações Públicas. Apaixonada por música e pela vida.






7 Comments
Perdi o comentário. Persona não é igual à pessoa. MM não é igual à norma jean.
Eu não cansava de ver “O pecado mora ao lado” na sessão da tarde quando era garoto.
Não vi a serie mas do pouco que sei sobre MM ela não teve mesmo uma vida muito feliz.
Ainda que o seriado tenha sido depcepcionante, seus comentários aqui sobre as tragédias pessoais de grandes ícones que marcaram época como a Marlyn …. O sucesso de uma hora para outra, como aconteçeu com essa moça, e a grande “virada” de vida que este proporciona, em meu entender é um dos momentos de maior vulnerabilidade do ser homem, é preciso estar preparado portanto para mesmo e em não estando, aconteçem esposódios degradantes como o da Blonde em questão, que terminou mal, muito mal …
Thiane, belo “post” ….
Beijos
Muy interesante estoria . Pobre mujer andava perdia, y note nia un amigo o amiga con quien hablar. TOdos nesitamos platicar nos problemas con una persona que estan listos para ayudar. Que lastima con Mariylin tan bonita que estava. Oh mira si queires cambiar Feeds conm igo yo cambio contigo Here is mine just click on it http://feeds.feedburner.com/LilyruthsThisAndThatFriendlyCottageYourPetsAreWelcomed and let me know in message over at my blog in the comments and I shall Subscribe to your feeds. and thank you by the way I haved added you to my tech favorites. Keep up with these good articles I enjoy reading them when I come here to visit.
Oi Thiane!! No meu post de hoje, convido você a participar do “FEEDBACK”, respondendo a seguinte questão: “A coisa mais importante que aprendi ao longo dos anos?” através de um post em seu blog! Agradeço se desejar participar!;)
Beijão e um ótimo domingo!
É ruim quando cai a máscara dos nossos ídolos. Eu amo de paixão o Led Zeppelin, mas não consigo nem imaginar o Bonzo afogado no próprio vômito…
Beijo, Thiane! Uma boa semana pra você!
Engraçado, meu avô tem um livro na biblioteca que conta a história da MM.
Vivia fuxicando. rs
Ela era mais bonita quando era a simples Norma Jean, mas se ela não tivesse criado a Marilyn não seria um grande marco do cinema, não é?!
Adoro os filmes…
Seu blog é muito legal!!!
Bjks,
P.