A arte de driblar o tempo

O tempo ajuda e atrapalha. O tempo ajuda a curar as feridas, mas aumenta a saudade. O tempo ajuda a enxergar melhor as coisas, mas pode ser que se veja aquilo que não quer. O tempo amadurece e com ele vem a nostalgia pelo o que a vida a “adulta” não permite mais. Comemora-se o tempo da união e lamenta-se ou comemora-se o tempo da separação. Casamento e divórcio fazem aniversário. Calcula-se o valor de uma amizade pelo tempo que ela dura. E injustamente dá-se menos importância a quem foi importante, mas durou menos tempo. Erros parecem durar mais na lembrança que os acertos. Mas muito tempo longe faz até os erros parecerem acertos. Dá aquele aperto… Quando jovem almeja-se o velho; quando velho faz-se jovem. Mas o tempo todo reclama-se da falta de tempo. Como se tudo se resumisse numa obsessiva busca por chegar em algum lugar sem perceber que já se está no lugar certo. E assim o tempo passa. No final, sabe-se apenas que tudo tem seu tempo. Tudo foi simplesmente o que tinha que ser. Nem mais, nem menos.

8 Comments

  1. Osc@r Luiz
    Posted July 10, 2007 at 3:34 am | Permalink

    O tempo depende do referencial de quem o conta.
    Thiane, querida, passe no meu blog e pegue o selinho de “Blog Ativista”, que eu estou lhe oferecendo apenas aqui. Nesse título não é preciso postar os indicados, basta comunicá-los por e-mail ou comentário, como estou fazendo. No meu blog estão o selo e as regras.
    Um grande beijo!

  2. Sir DoRego
    Posted July 10, 2007 at 5:21 pm | Permalink

    Que beleza!
    Falar sobre o tempo, não sei comentar alguma coisa, sinceramente, voce acabou por dizer tudo, apenas talvez eu possa acrescentar que esquecemos que o tempo é nosso melhor amigo, nosso leal amigo e que passa sempre da forma que nós queremos, se soubermos lidar com ele, temos tambem que tratá-lo como um amigo, com lealdade e se assim o fizermos ele nos acompanha sempre e não passa ao “léu”, ele nos acompanha no nosso ritmo. Sim devemos torná-lo nosso amigo para assim driblarmos ele com mais categoria.
    como a categoria de um sócrates ou um zico.
    Sinceras saudações e sempre com tempo para passar por aqui e refletir sobre seus escritos…

  3. Van
    Posted July 10, 2007 at 6:01 pm | Permalink

    Thiane, querida…..
    Nosso “TIMING” está em sintonia…..
    Passe lá no VAN FILOSOFIA e “Veja Só!” o que eu postei.

    A música do post é minha!
    Beijuca, linda!

  4. -Isabel Crozera escreve-
    Posted July 10, 2007 at 6:15 pm | Permalink

    tempo rei,ó tempo rei…

  5. Renata
    Posted July 11, 2007 at 1:40 am | Permalink

    O maior artigo de luxo da atualidade é justamente o tempo…
    E o maior desafio é saber fazer as pazes com ele…

    Muito obrigada por sua visita ao DD, seja sempre muito bemvinda! E muito prazer em conhecer seu espaço!

    bjos

  6. rafael
    Posted July 11, 2007 at 5:15 am | Permalink

    Fiquei pensando nas duas ultimas frases. Pareceu-me que o tempo tem vontade. Mas sinceramente não sei se “tudo foi simplesmente o que tinha que ser. Nem mais, nem menos”. Talvez, algumas coisas foram demais porque fizemos de menos em outras, e vice-versa.

    Confesso não gostar do tempo. É graças a ele que temos a nostalgia, e essa nada mais é do que a constatação de que somos seres com um constante vazio, pois sempre deixamos algo para trás, por culpa do tempo….

  7. Thiane
    Posted July 11, 2007 at 1:10 pm | Permalink

    Rafa, você precisa ler o que a Van também disse sobre o tempo. Às vezes o tempo é cruel sim, mas graças a ele nos tornamos quem somos. A Renata tem toda razão. Tempo é artigo de luxo hoje. Por isso o post aí em cima. Talvez tratá-lo como amigo seja uma saída. Beijos

  8. mc
    Posted July 12, 2007 at 7:03 pm | Permalink

    Concordo que tudo tem seu tempo, mas não que damos menos importância a amizades que duraram menos tempo que outras. Algumas pessoas ficaram na minha vida por pouquíssimo tempo mas foram muito mais marcantes que gente que eu conheço há décadas.

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