Bruta flor do querer

“Desejo-te nos momentos de angústia e riso. Desejo-te espaço e tempo. Desejo-te nos respingos, nas obras de arte do meu acervo perfeito. Desejo-te nos quadros raros de pintura rasa e úmida. Nas cores da minha elegia. Desejo-te febril, definhando aquela febre que não transpira, que é seca. Eu te canto, eu te pinto, eu te desenho e te vivo num sonho sem dor em que te criei. Desejo-te graficado no concreto muro do querer-te áspero. Arranhando com unhas incontestáveis. Desejo-te janela aberta e porta escancarada. Brisa e oxigênio. Desejo-te espírito e corpo, mistério e memória, força e fraqueza. Desejo-te segredo revelado, véu descortinado. Desejo-te imersão morna em águas profundas dentro de mim. Desejo-te incrustado na parte mais grossa da sola do pé, como farpa, entrando e perfurando a carne de prazer e dor. Desejo-te troféu e conquista. Desejo-te em momentos de cama, em momentos de chão. Desejo-te saborosamente servido, em pé, deitado, em duralex, eucatex. Desejo-te com gula, com fome de eternidade. Desejo-te como a única direção possível. Desejo-te todo, inteiro, pra encher meu ser de ti. Desejo-te urgentemente, sem limites, irremediavelmente sedento e entregue.”

O restante deste texto está no blog Van Filosofia, onde é possível encontrar outras confissões rasgadas de emoção.

One Comment

  1. Van
    Posted maio 12, 2007 at 2:53 pm | Permalink

    Ai, que chiqueeee!!!!!!!!!!!!!
    Obrigada Thiane…..
    Mas não esqueça as aspas!
    Beijuca

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