
Pois é. Pleno século XXI. As mulheres já queimaram seus sutiãs, os homens (alguns) já aprenderam – e gostaram – de ficar em casa cuidando da família, o sexo não precisa ser só depois do casamento e o mundo parece estar sempre disposto a erradicar as hipocrisias sociais. Hum, nem tão disposto assim. Outro dia fui jantar na casa de uma amiga, cuja família aparentemente me adora, e eis que começa a discussão sobre tatuagens. Eu sempre fico quieta e finjo que não é comigo, mas fui citada (bastante citada, aliás) e em dado momento, quando os nervos já estavam transbordando a flor da pele, decidi que era hora de ir embora. Sem rancores, nem mágoas. Mas surpresa com o tanto que a humanidade apenas pensa que evoluiu, sem de fato ter saído das cavernas. Infelizmente, podemos ter a melhor tecnologia, estar conectados de formas antes inimagináveis, ter acesso a todo tipo de conhecimento e informação, desbravar o mundo inteiro – o universo inteiro –, mas o fato é que ainda não deixamos de carregar preconceitos e pré-conceitos que as revoluções tanto tentaram (e tentam) apagar de nossa herança coletiva. Uma pena. Talvez por isso a convivência esteja tão difícil, haja tanta gente solitária no planeta e a grande luta das empresas, hoje, seja pela conquista da real diversidade, não só aquela de raças e crenças, mas também de valores. Porque aceitarmos uns aos outros, irmãos, é tarefa árdua, cada vez mais árdua neste mundo moderno, pós-moderno, contemporâneo. Neste mundo tão pequeno, tão redondo e tão perdido. E que, ao mesmo tempo, nos coloca diante de tantos desafios, como simplesmente conviver com a tatuagem alheia.
Jornalista, trabalhando com Relações Públicas. Apaixonada por música e pela vida.






4 Comments
Oi Thiane, que coisa chata! E eu aqui em dúvida sobre o que é mais aceitável, se a vida aparentemente inclusiva do politicamente correto aqui ou se a vida aparentemente permissiva, mais bem moralista daí. Tô chegando à conclusão de que compaixão, compreensão e real comunicação (só pra ficar no mundo do Com) exige experiência de vida plus sensibilidade.
Beijo enorme! Prazer te ler.
Poxa, por tatuagem sendo homem ou mulher pra mim tem que ter bastante personalidade, e eu acho mulher de tatuagem um charme, mas tatuagens que passem mensagem que não torne vulgar o símbolo mulher, pq mulher não ta aqui simplesmente como objeto de reprodução, mulher é algo mais que tudo isso é arte e expressão. a mulheres que digam terra a vista! pq o esse século são delas!
Curioso, eu moro do outro lado do Atlântico, também sou jornalista e também trabalho com relacções públicas. No entanto, ao contrário da referida família, acho que uma tatuagem bem pensada e bem executada pode valorizar bastante quem a ostenta. No caso das mulheres, é normalmente um “must”, a cereja sobre o bolo, que as distingue das pessoas mais vulgares.
Parabéns!
“Vivemos em um mundo onde é mais fácil desintegrara um átomo do que o preconceito” Albert Einstein
Uma frase perfeita para um mundo imperfeito. Eu tenho colegas com tatoo, e acho linda a mulher tatuada, deixando o corpo ainda mais sensual, deixando a mulher mais “MULHER” sem perder o ar de ternura existente em todas vocês.